segunda-feira, setembro 30, 2002

Putz...tô escrevendo até agora....não consegui terminar tudo, então vai ser amanhã mesmo (ou hoje à noite, para os mais rigorosamente chatos). Parei até pra ver a cópia em DivX do tal filme Tudo Para Ficar Com Ele, que tem umas cenas engraçadas, mas serve mesmo pra ver como a Christina Applegate, a ex-adolescente gostosa do Married With Children ("Um Amor de Família", passava na Bandeirantes), continua maravilhosa com 32 anos... Bom, pra não dizer que não falei nada de relevante, vai aí o meu Top 10 de álbuns de 2002, até o presente momento. Pequena observação: Rafael Muito Indie, você conseguiu..olha a décima posição...

TOP TEN 2002:

01 - You Can´t Fight What You Can´t See - Girls Against Boys
02 - Songs For The Deaf - Queens of The Stone Age
03 - See This Through And Leave - The Cooper Temple Clause
04 - Source Tags And Codes - And You Will Know Us By The Trail of Dead
05 - Wiretap Scars - Sparta
06 - Read Music/Speak Spanish - Desaparecidos
07 - The Eminem Show - Eminem
08 - Nada Como um Dia Após Outro Dia - Racionais MC's
09 - Heathen - David Bowie
10 - Turn On The Bright Lights - Interpol

Girls Against Boys:


Interpol:

domingo, setembro 29, 2002

Bom, ainda hoje estarei postando a segunda parte, tão logo eu receba umas fotos aí que escaneei e esqueci no apê da Paula. Pra quem reclamou aí que não tem sistema de comentários ou chat, não vai ter mesmo. Não admito críticas no meu próprio site. Não gostou? Vai ler outro blog....

sábado, setembro 28, 2002

Este ano, ao contrário de minhas viagens anteriores, meu planejamento prévio foi quase nulo. Já havia comprado o ingresso pro festival meses antes, logo que começou a vender, e estava com ele em mãos há quase um mês, graças às maravilhas do correio. Fora isso, não sabia de nada. Em meio à balbúrdia pela qual nosso mercado financeiro estava passando, com o dólar feito gangorra, eu aguardava ansioso qual seria o melhor dia pra comprar a passagem. Por sorte, a 10 dias do meu suposto embarque, a cotação foi baixa o suficiente pra eu fechar a compra e garantir a viagem. Mas uma superlotação nos vôos lá pelo fim do mês assegurou que eu teria que voltar antes do dia 30. Pra tentar aproveitar ao máximo, marquei a volta pra dia 29/08. Teria 8 dias pra conhecer a Inglaterra, ou seja, tirando os dias do Festival, menos de 6 dias completos pra aproveitar a cidade mais cool do mundo, Londres. E olha que eu já achava isso ANTES de sequer visitá-la. Sairia do Rio no dia 20. Confesso que teria sido mais fácil embarcar em Sampa, pois além de poder deixar o carro na garagem e pegar na volta, não havia vôo direto RJ-Londres, ou seja, faria escala em Sampa e perderia quase 2 horas à toa. Mas não podia passar o aniversário fora do RJ, ainda mais nesse aniversário em especial, em que encerraria mais um ciclo de minha vida, ou seja, a minha melhor década. É uma coisa cármica minha, não dá pra explicar.
O fim-de-semana que antecedeu a viagem foi muito tumultuado. Por conta da festa em que toquei (como DJ, claro), só pude voltar pro RJ no domingo de manhã. Era um compromisso assumido semanas antes e que eu estava empolgado pra cumprir, pois seria minha volta às carrapetas em grande estilo, já que as aniversariantes em questão (era uma festa de 18 anos de duas meninas) não pouparam na produção da festa. Um galpão enorme construído só para o evento, num casarão no Alto de Pinheiros, iluminação digna de Free Jazz, telão, quadro de Van Gogh na pista, aparelhagem de som e luz de primeira e a responsabilidade de entreter convidados dos mais variados gêneros musicais. Graças à indicação de meu camarada Edinho, DJ da Bunker e que era a escolha original das meninas, mas, obviamente, tem seus compromissos profissionais pra cumprir no sábado, pude tocar de todos os estilos, desde Madness até Marilyn Manson, de James Brown a The Hives, de Buzzcocks a Madonna, de Groove Armada a Sonic Youth, que era o que as duas queriam pra festa. Foi cansativo (toquei de 10 da noite até quase 6 da manhã), mas extremamente gratificante. As meninas disseram que adoraram e a pista não ficou vazia um só segundo. Mesmo com alguns chatinhos pedindo trance e "mais techneira", acho que a maioria ficou satisfeita. Espero tocar de novo.
Não deu pra fazer nada no Domingo e a passagem pro meu aniversário foi em branco. Meus amigos já sabem da minha notória aversão a festas de aniversário e só ligaram ou mandaram e-mails. Minha noite de segunda foi reservada pra um encontro particular com uma menina aí, vocês não precisam saber dos detalhes, deixem de ser enxeridos. Fui dormir às 5 da manhã e me preparei para a maratona do dia seguinte. Arrumar a mala, ou melhor, a mochilona carinhosamente emprestada pela minha camarada Paula, assim como a barraca de camping e o saco de dormir que eu usaria no Festival, foi um suplício. Isso porque eu tive que me livrar de parte das roupas que planejava levar, aliás, sábia decisão, pois eu não viria a precisar de todas elas mesmo. O sábio conselho que um "backpacker" havia me dado numa lista de discussão pela Internet se fazia verdadeiro: "Separe as roupas que você pretende levar e jogue metade delas de volta pra gaveta". No final das contas, junto com a pequena mochila pros passeios urbanos e meus guias de viagem, a bagagem foi bem leve. Tive que socar tudo dentro pra caber, mas acabou fechando.
Durante a viagem em si, nada de emocionante. Sem contratempos, tranqüila e pontual, além de confortável, nada a acrescentar. Tirando o fato de que preteri todos os filmezinhos que passavam nos canais a assistir (Monstros S.A., o novo do Ben Affleck, Spiderman, entre outros) pra rever um clássico de minha juventude: Os Goonies. Nossa, os anos 80 foram tudo!!!!!!!! Ouvi mais um pouco do ótimo álbum novo do David Bowie, "Heathen", que estava em um dos canais de música e fui dormir. Só despertei no café da manhã. Mal-aproveitado, por sinal, pois estava sem coragem pra abandonar minha dieta forçada de leite e derivados, enquanto estivesse viajando.
Saindo da aeronave e trocando algumas palavras com um rapaz da companhia aérea que discorria sobre o verão não tão quente da Inglaterra, percebi que meu inglês tinha tomado um formato inteiramente britânico no que se trata de sotaque. Engraçado, pensei, devo estar falando assim para tornar mais confortável para o ouvinte, já que há anos, bombardeado pela música e cultura ianque, a minha pronúncia é totalmente americanizada, mesmo com a minha formação de Cultura Inglesa. Por mais interessante e sexy que pareça o sotaque britânico, ainda me sinto mais à vontade falando como os americanos e ouvindo-os falar . Além de compreender melhor, é mais fácil de se expressar. Dirigi-me à esteira de bagagem e reparei que realmente estava bem frio para um verão, cerca de 18 graus. Os momentos passados na esteira de bagagem, à espera da sua, são alguns dos mais angustiantes na vida de uma pessoa. Por um capricho do destino, não importa a hora em que tenha feito o "check-in", minha bagagem sempre é uma das últimas a chegar. Cada minuto parece uma hora. No momento em que ela finalmente aparece (até hoje não tive o desprazer de ter uma mala extraviada), já fiz mentalmente incontáveis planos de emergência sem roupas para vestir. O grande problema nessa viagem em particular é que eu não tinha endereço fixo, ainda iria procurar um "hostel" (albergue) para ficar. O Felipe e a Juliana, dois amigos do RJ, já estavam lá e me deram a dica do 1st Contact em West Kensington, uma rede de albergues. Se a Imigração inglesa, temida como uma das piores do mundo, perguntasse, era o endereço de lá que eu daria. Bom, ou meu charme funcionou com a menina que me atendeu, ou então eu fui bem convincente, porque ela só me perguntou o que eu iria fazer lá e quantos dias iria ficar, e me mandou prosseguir.
Mochila presa às costas, rumei para o metrô, após catar uns trocentos panfletos grátis com mapinhas, planos de transporte e endereços em Londres. Achei a estação de West Kensington no mapa e tracei meus planos. Adquiri um Travelcard, que é mais vantajoso porque vc pode usar no mínimo por um dia inteiro em quantos ônibus e trens quiser e sai bem mais barato pra quem pega muito transporte.

Travelcard:


Londres é cara, muito cara. Só pra quem ganha em libra ou tem a moeda valorizada, não parece, mas pra quem tem que juntar quase 5 reais pra adquirir uma libra esterlina, quaisquer 20 centavos dóem. Um almoço no McDonald's, descobriria eu, sai mais caro do que uma refeição legal numa churrascaria de São Paulo. Até uma garrafa d'água custa mais do que um Big Mac no Brasil. Imagina uma diária em hotel. Por sorte, esperava conseguir algo em torno de 15 libras pela diária no albergue, que já pagaria um bom hotelzinho em Sampa (cerca de 70 reais). Não deu outra.
Saí do metrô em West Kensington, após ter conhecido minha primeira paisagem em Londres, de estações abertas na periferia, ou seja, nada de se chamar a atenção. Quando saio da estação e vou atravessar a rua, vejo alguém me acenando: é o Felipe. Puta que o pariu!!!! Que concidência!! Nem se a gente tivesse combinado, seria tão perfeito. Trocamos algumas palavras e fomos pro albergue. Infelizmente, não tinha mais vaga. A menina conseguiu me arrumar uma vaga na filial de London Bridge, que era meio distante dali, mas mais pertinho das principais atrações e da região central. Beleza. O albergue era em cima de um pub, o Elusive Camel, mas o que tinha lido da região do South Bank não era muito acolhedor. Ao chegar, vi que não era nada disso, era uma regiãozinha bem simpática, com um certo glamour londrino, mais residencial, e tinha uma puta vista da London Bridge. O tal pub, aliás, estava mais para um Sports Bar, aberto, moderninho e limpinho. Com a mochila já pesando enormemente nas costas, finalmente me instalei. O albergue era bem pequeno, mas não estava muito cheio e acabei ficando num dormitório para 8 pessoas (quatro beliches), mas ocupado por mim e mais três caras. As meninas ficavam em quartos separados. Parecia bem limpinho e recentemente remodelado, o que me agradou bastante. O armário disponível não era grande, mas serviria pra guardar algumas coisas pessoais. Claro que eu não deixaria dinheiro ou passaporte neles, andavam sempre comigo, num cinturão especial para esse fim que ia amarrado à minha cintura ("money belt"). Coloquei a mochilona debaixo da cama e comecei a arrumar a mochila menor que usaria para fazer minhas andanças. Como já era horário de almoço lá, só me sobraria a tarde para conhecer alguma coisa.

Meu Albergue/pub:


Meu quarto:


Fui direto ao básico. Peguei um ônibus e fui admirando as locações enquanto rumava ao Covent Garden, no Centrão. De cara, só conseguia ficar de boca aberta ao ver pela primeira vez os prediozinhos vitorianos, os ônibus de 2 andares, as cabines telefônicas vermelhas, as ruas e esquinas como que saídas de uma vilazinha de smurfs, enfim, pouco me faltava para eu requerer cidadania inglesa, em apenas meia hora de passeio. Tate Modern Gallery, OXO Tower, IMAX Cinema, Ponte de Waterloo, London Eye, Big Ben e Parlamento, de longe, essa era a minha vista no trajeto do ônibus. De cair o queixo.
O Covent Garden é uma área na região Central de Londres que mais parece um centro de lazer para turistas. Com várias lojinhas e pequenos mercados circundando uma imensa praça, a Piazza, no meio da qual um grande mercado em forma de galeria, o Central Market, se destaca, por todo o lado se vêem artistas de rua se apresentando para ganhar um trocado, turistas mil tirando fotos, se divertindo em cordas elásticas, comendo nos inúmeros cafés espalhados ou comprando lembrancinhas nas lojinhas mais transadinhas, pelo menos pra quem gosta de artigos de hippie ou se amarra em trance. Tudo muito legal, mas os prediozinhos vitorianos que circundavam a praça, os velhos teatros e galerias de arte eram muuito mais estonteantes. Fui descendo as ruazinhas tortuosas até chegar à Strand, a via principal, e rumei pra Trafalgar Square. A Trafalgar Square é aquela praça que já foi vista em milhares de filmes ambientados em Londres, com um obelisco no meio, duas fontes ornamentais e ladeada por estátuas de leões. À frente, a suntuosidade do Admiralty Arch. Atrás, a National Gallery, principal museu de arte de Londres. Apreciei por alguns instantes um grupo de ninfetas (espanholas, pelo sotaque) tirando fotos nas estátuas, suspirei, resignado com a minha condição de ancião tarado, e segui em direção ao museu, cuja entrada era de graça, ou seja, imperdível para um mendigo brasileiro em potencial em Londres.
Ficar confinado em um ambiente fechado era demais pra mim no meu primeiro dia na City, após contemplar toda aquela vista externa monumental, logo, não me tardei a apreciar as obras clássicas. Alguns quadros de Rafael, Michelangelo e um creditado a Da Vinci e me dei por satisfeito. Subi a Charing Cross Road, rua lateral e que atravessava o Soho. Sendo também a região das livrarias (de novos e usados), assim como no filme “Nunca te vi, sempre te amei”, com Anthony Hopkins, que se chamava, obviamente, “84 Charing Cross Road”. Dobrei na Leicester Square, apinhada de turistas e indivíduos com cara de meliantes e segui até a Picadilly Circus, principal praça de Londres, a Times Square de lá, cenário mais notório pelo passeio do lobo humano em “O Lobisomem Americano em Londres”, clássico absoluto!!!!!
Fui subindo a luxuosa Regent Street em direção à Oxford Circus, ponto central do cruzamento com a Oxford Street, a rua das compras, uma espécie de 25 de Março de Primeiro Mundo. Tenho que confessar, naqueles momentos em que me vi contemplando a arquitetura londrina, as pessoas, os carros e “double-deckers”, juro que esqueci tudo. Esqueci o dólar alto, esqueci que tinha um emprego no Brasil, esqueci que estava doente do estômago, esqueci que não tinha namorada, esqueci meu pai, minha mãe, minha família, meus amigos. Senti-me sozinho, conectado com o mundo, sem fronteiras, sem limites, sem pudores (bom, isso eu nunca tive) e com a certeza de que eu poderia ficar brocha um dia, mas nunca iria deixar de desbravar o mundo e fazer contato com outras culturas (por mais gay que essa sentença inteira possa ter soado). Foi uma espécie de epifânia, uma negação aos valores provincianos que minha criação suburbana tentou me enfiar goela abaixo, mas não conseguiu, frente à minha natureza cosmopolita.
Depois de um bom tempo entrando em lojinhas, mesmo sabendo que a minha POBREZA iminente não me permitiria comprar porra nenhuma, e após uma passagem pelo Easy Internet Café pra conferir quem eram os fariseus que haviam se esquecido do meu aniversário, resolvi voltar ao pub/albergue, pra tomar um banho e pegar uma baladinha, pois a noite começa e acaba cedo. Mais acostumado com o luxuoso metrô, cujas escadas rolantes imensas têm plaquinhas laterais que te dizem pra ficar do lado direito, pois o esquerdo serve para ultrapassagem dos apressadinhos, não tardei em retornar ao meu beliche, após passar na lojinha de conveniência (cujos donos também eram árabes/indianos, como TODOS os donos de deli em Nova York, o que me leva a pensar que a Al-Qaeda poderia passar mais despercebida se envenenasse donuts e bagels) e comprar o meu jantar. Aliás, acho que só entrei em restaurante, durante toda a minha estadia na Inglaterra, umas 3 vezes.
No meu quarto, havia, naquele dia, um australiano e dois neo-zelandeses. Os três eram mochileiros também e pareciam boa gente e de famílias ricas, muito embora eu não confiasse na segurança dos meus bens pessoais nem se estivesse dividindo o quarto com o Papa e Bill Gates. Por sorte, todos eram simpáticos e não ficavam puxando conversa o tempo todo, evitando as respostas lacônicas e semi-grosseiras que eu costumo dar quando cansado e/ou atrasado pra um compromisso. Eu conseguia conversar com o australiano, cujo nome não me lembro, agora juro que não entendia uma só palavra do Inglês que os caras da Nova Zelândia falavam, a não ser seus nomes, Travis e Blighton (acho que era isso). Depois do meu segundo “ahn?”, achei educado e conveniente fingir interesse e procurar adivinhar se as frases dirigidas a mim tinham o tom de pergunta, afirmação ou necessidade de anuência. Se fosse pergunta, ainda tinha que saber se a resposta deveria ser do tipo “sim/não/talvez” ou algo mais específico. Em qualquer caso, ou eu fui muito bem-sucedido ou eles devem estar rindo até hoje do brasileiro maluco, que respondia “é, acho que vai chover hoje” à uma pergunta sobre a beleza das mulheres brasileiras. Pena que as meninas não estavam no quarto junto com a gente.
Bom, resumindo o resultado da minha primeira noite em London, só acabei indo conferir a tal boate The End (na qual eu só entraria na segunda seguinte), onde estava rolando uma festa do DJ Fabio (aquele que tocou com o Grooverider), de drum’n’bass, mas parecia deserta, efeito mais sombrio realçado pela ruela escura onde ela se localizava. Dei um pulo num pub do Soho pra tomar uma Beck, mas não fiquei mais do que 40 minutos, pois o público era de mauricinhos e o som era uma merda. Fui dormir. Já no hostel, fiz barulho ao entrar no quarto. Acho que acordei o australiano. Ele pareceu puto. É foda. Mas foda-se. Assim terminou meu primeiro dia... amanhã conto mais, com alguns shows e fotos....tenham paciência...





A coisa mais difícil para alguém que gosta de escrever e está inativo há algum tempo nesta função é definir a primeira frase de seu novo texto. Por incontáveis minutos, fiquei a admirar a anatomia da minha Bic azul, simples, prática, eficiente e prosaica, desde a tampa com marcas de mordida, passando pelo tubo com seu furinho quase na metade, cujo motivo de existência já me explicaram e eu esqueci, algo a ver com a necessidade de entrada do ar (dãããããã...), até a tampinha do fundo, que a gente sempre tira com a boca na sala de aula e deixa cair no chão, pra nunca mais achar. Faz tempo que não sei o que é uma sala de aula, mas ainda me recordo. Achei que nunca fosse conseguir escrever a primeira linha. Estava certo. Joguei a caneta no lixo e sentei-me ao teclado do computador. Chega de frescura...vou postar logo a primeira parte dessa porra...
Ao som de "Love Burns", do Black Rebel Motorcycle Club, escrevo estas primeiras linhas daquele que é o meu projeto mais ambicioso dos últimos tempos, pelo menos de que tenho notícia, dentro do meu universo particular de loucura, egocentrismo e pretensão, dias depois de adentrar a minha quarta década de existência. É, meninas, já não sou mais brotinho, tenho um 3 na casa da frente... Pra dar uma idéia da indecisão que me acomete e do tamanho da pulga atrás da minha orelha ao digitar palavra por palavra, apenas cinco linhas e os acordes iniciais de "Red Eyes And Tears", segunda faixa do "álbum da minha vida" deste ano, já se fazem ouvir.
Não que um blog, mesmo que eu não o considere propriamente como tal, seja algo de inédito ou altamente empreendedor, mas vindo de mim, filho de uma "drama queen" legítima (quem conhece minha mãe sabe a minha herança) e envolvendo qualquer coisa que trate de Byron Parker, sabe que, além de fazer um tempinho que eu não escrevo algo, costumo envolver de pompa desnecessária qualquer acontecimento banal e corriqueiro. E escolhi a minha recente viagem a Londres e presença no Reading Festival para iniciar o meu Diário de Byron Parker virtual. Pra quem conhece meu estilo (ou falta absoluta de um), sabe o que vem por aí. A idéia é escrever mais periodicamente do que eu o fazia, mas também em menos intensidade e tamanho, o que sempre pareceu incomodar quem se dispunha a ler meus textos, por mais interessantes que fossem. E não preciso de meu orgulho leonino pra reconhecer que "interessante pra caralho" é o adjetivo mínimo que se poderia atribuir a eles...mas deixemos de modéstia... Não sei mexer muito bem com essa coisa de site, sei muito pouco de linguagem html e congêneres, mas vou procurar dar uma cara apropriada pra este blog. Aos poucos, tentarei imprimir meu toque pessoal a esta página, mas, por enquanto, vocês vão ter que se virar com as minhas palavras mesmo e o que quer que eu consiga colocar de fotos. Ainda estou carregando a maioria via ftp no hpg, mas já posso colocar algumas..
Bem, resolvi mudar de endereço...o blogger.com.br não permite posts muito longos... tentei postar meus relatos e ele cortou no meio...mudei pro blogger.com, que me direcionou pro blogspot...vou colocar aqui, inclusive, os posts mais antigos....foda-se
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