terça-feira, março 25, 2003

LAST NIGHT A DJ SAVED MY LIFE

Neste último fim-de-semana, conforme anunciado, tive o prazer de discotecar na festa Superblast, no Tramp Club, a melhor balada alternativa do sábado. Acabei sendo o primeiro de três DJ's a tocar, no lounge. Por ser o horário mais ingrato, eu acabei tendo um tempo maior, mas, em compensação, enquanto muita gente ainda estava entrando, eu já tinha uma hora de discotecagem. O que não é problema algum pra minha auto-satisfação leonina (não confundir com "masturbação"). Cansei de tocar músicas para mim mesmo e sei que as 7 ou 8 pessoas presentes no momento gostaram. Pelo menos gostaram de perguntar que banda era essa ou aquela. E, de repente, qual não foi a minha gratificante surpresa ao receber a galera em peso (Igor, Gaia, Marcão, Zulu, Mauro, Greg, Vanessa, Tripa, valeu, gente!!! Cacá, chegar depois não vale!!), quando eu ainda tinha um bom tempo restante. Aí o lugar começou a ferver.

O Custódio havia pedido para não tocar músicas sonolentas, manter o vibe, mesmo porque o lounge era um lugar agitado, com mesa de sinuca e bem iluminado, apesar do enorme puff e das poltronas. "Você não acredita quanta gente entra em lounge e cisma de tocar o álbum inteiro do Sigur Rós... Um saco!!!" Bom pra mim. Pude tocar o que eu quis, sem precisar de música calminha, Pizzicato Five ou Stereolab. E, por uns 15 minutos, ainda fui contemplado na sala com a presença da minha mais nova musa da noite indie paulistana !!!

No final das contas, acabei tocando por 2h20min. Depois, ainda consegui me divertir com o pessoal até quase 6 da manhã. Mais uma vez, expulsos... Quem não foi, perdeu... sorry...

Eis abaixo, o meu set list:

Red Eyes And Tears – B.R.M.C.
Placebo – I Feel You (Depeche Mode Cover)
Girls Against Boys – Disco 666
Soul Asylum – Sexual Healing
Afghan Whigs – Somethin’ Hot
Morphine – Honey White
Danielson Famile – Good News For The Pus Pickers
Liz Phair – Supernova
Juliana Hatfield – Universal Heart-Beat
Betty Boo – Where Are You baby?
Komeda – It’s Alright
Brassy – Good Times
Hot Hot Heat – No, Not Now
Hoggboy – Urgh!
The Raveonettes – Attack of The Ghost Riders
The Liars – Mr. You’re On Fire Mr.
Queens Of The Stone Age – Gonna Leave You
Rocket From The Crypt – I’m Not Invisible
Ikara Colt – Bishop’s Son
(Kid Vinil entra, para e começa a bater a cabeça)
The Detroit Cobras – Hey Sailor (Kid Vinil continua balançando a cabeça e sai logo após)
McLusky – To Hell With Good Intentions
Grandaddy – Chartsengrafs
The Vines – Highly Evolved
The Fall – Cruisers Creek
Division Of Laura Lee – Blackcity
Interpol – Roland
Girls Against Boys – Basstation
Manic Street Preachers – Faster
(era pra tocar Ifwhiteamericatoldthetruthforonedayit’sworldwouldfallapart, mas a pré-escuta estava vazando, não dava pra ouvir e cortar a introdução falada)
Not Yet – The Jon Spencer Blues Explosion
Fun Lovin’ Criminals – Scooby Snacks
French Kicks - 1985
The Folk Implosion – Natural One
Death Cab For Cutie – President of What
The Streets – Don’t Mug Yourself
Idlewild – A Modern Way of Letting Go
Fountains of Wayne – Denise
Adventures of Jet – Blue Divine
Guided by Voices – Everywhere With Helicopter
The Soundtrack of Our Lives – Sister Surround
She’s So Huge – The Flys
Harvey Danger – Flagpole Sitta
Kid Galahad – Where is My Gold?
Luscious Jackson – Here
Blur – Crazy Beat
Weezer – Mo’Beats
PJ Harvey – Down By The Water
NIN vs. Spice Girls – Closer to Spice
Lords of Acid – Pussy
Peaches – Fuck the Pain Away
Brassy – Work It Out
Hot Hot Heat – Bandages

quinta-feira, março 20, 2003

ÀS VEZES, ELES VOLTAM

Você nem vai perceber quando ele chegar. Tão logo ele derrube cinicamente sua pose de auto-confiança e comece a falar baixinho ao pé do seu ouvido, basta uma risadinha para que ele saiba que você está entregue. Ele sabe tudo o que você quer ouvir. Ele sabe que a mão, de leve, no seu quadril, vai passar despercebida, a não ser para o seu inconsciente, que já processa as sensações de prazer que se espalham pelo seu corpo junto com a endorfina. A voz está no tom certo, a risada é cúmplice, o olhar desnuda a ponto de deixá-la sem graça e sem fala. Seu senso de defesa já foi pra estratosfera e um leve temor toma conta de você. Dependendo da sua força de vontade ou paranóia, você pode achar que esse é o momento de fugir. A maioria das mulheres fica excitada. Sim, por mais grosseiro que tal noção pareça, sua calcinha já está molhada. E ele mal a tocou.

Não preciso de feedback para reconhecer o verdadeiro canalha.

Grande parte das fêmeas atribue ao macho sem-vergonha e sem coração o título de Canalha. O adjetivo “gostoso”, invariavelmente, acompanha o título, por definição feminina. Poucas são as esclarecidas que sabem que aquele carinha que foi pra cama com elas, mas tinha namorada e nunca mais ligou, entre outras atitudes típicas, chega mais próximo da descrição do Babaca. O verdadeiro Canalha é bonzinho, mas tão bonzinho, que faz tudo para agradar, exatamente na medida certa, antes de puxar o tapete. Em muitas ocasiões, involuntariamente. Sem fazer força, reina aí a arte da Canalhice. Eu sei, já estive lá. Continuo aprendendo.

Minha última ex não conseguiu terminar a relação sem me tachar de “verme desprezível”, ipsi literis. Por mais desenho-animadesca que essa expressão possa ter parecido, o sorriso em meu rosto desapareceu prontamente quando constatei que ela estava falando sério e com uma mágoa tão recém-aflorada quanto acusadora. Sim, não a vejo há quase 4 anos, mas a frase “você é o maior filho-da-puta, justamente por ser sempre tão bonzinho” permanece em minha memória até hoje, aguardando processamento. Mesmo porque eu continuo me comportando dessa forma. O que é perfeitamente normal, já que existem muitos da minha estirpe.

Por um grande espaço de tempo e seguindo as tendências humanizadoras das relações entre os sexos, procurei vender minha imagem como a do Homem Sensível. Ora, não é do que as meninas reclamavam sentir falta? Não era o tão propagado Homem Sensível que estava em extinção, enquanto nascia um Canalhinha a cada abrir de pernas na Maternidade? Como evitar se encaixar nessa fatia tão supostamente em déficit no mercado, se eu sempre tive boa índole? É como aquela roupa horrenda ou aquele penteado bizarro que você usa: um dia, eles vão entrar na moda. Basta esperar para se tornar de vanguarda. Se a comodidade aparente o incomodasse, bastava estabelecer limites.

Meus limites de sensibilidade sempre foram bem delineados. Lançar mão de qualidades que representassem a antítese do machão, como ter afazeres domésticos, cozinhar, chorar em filmes dramáticos, gostar de dormir abraçadinho, entre outras atitudes, é um pouco caricato e lugar-comum. Eu me incomodava mais em criar certos parâmetros inconfundíveis e originais. Tratar da aparência, por exemplo. Minha estada prolongada em Sampa obrigou-me a ser freqüentador do consultório do dermatologista e usuário de cremes hidratantes, gel, principalmente. Era isso ou virar sósia do Godzilla. O que me preocupava, no entanto, era a lembrança da história do meu camarada Ulysses (nome fictício).

Ulysses cresceu sendo um rapaz meio viadinho. Na época, para delírio das crianças do colégio, isso significava ter um jeito extremamente afeminado. Na adolescência, Ulysses provou que era muito popular entre as meninas e fazia bom uso dessa vantagem. Eu conheci poucas pessoas que tinham a lábia dele para pegar mulher. Quando ele se propunha a conquistar uma, era o cara mais insistente e compenetrado na tarefa, por mais árdua que fosse. Mas continuava com aquele jeitinho afeminado. E a frescura. Só fui perceber que talvez a voz do povo fosse mesmo a voz de Deus quando dividimos um quarto de hotel, eu, ele e seu irmão, para alugar uma casa onde a galera (mais umas 15 pessoas) pudesse passar o Carnaval, fora do RJ. Mal entramos no quarto, ele dirigiu-se ao banheiro e trancou-se. Quando fui, finalmente, tomar um banho, notei que a prateleira da pia estava repleta de potes e vidros de todos os gêneros e tamanhos. O ponto de interrogação em minha expressão facial foi auto-explicativo, porque Ulysses se prontificou a apontar: esses são meus cremes pro rosto, pros pés, minhas pílulas para stress, meus hidratantes, condicionadores e...blá blá blá ui ui blá blá... Não deu outra: dois anos depois, ele tinha assumido e está até hoje morando com outro cara.

Por isso, meu limite simbólico para a sensibilidade, no que se trata de cuidados pessoais, é o Creme Esfoliante. Olha, para falar a verdade, eu não quero saber o que é um esfoliante. Imagino os efeitos que causa, mas, correndo o risco de ser ignorante, matuto e grosseiro, acho que “homem que é homem tem que esfolar é a cabeça do pau de tanto fuder!!” Como leitor da VIP, a cada vez que vejo uma indicação de cremes para escamação da pele, pronuncio: “Que viadagem!!” Minha tolerância é escassa com tanta sensibilidade. Acho que nem uma soirée em teatro infantil, acompanhado de um dos integrantes do Belle and Sebastian, denegriria mais a minha reputação do que ser flagrado com um pote de creme esfoliante no armário do banheiro.



Isto posto (sem trocadilhos), passei a me comportar como o Homem Sensível, namorado em potencial de todas as “meninas de família”, ou seja, aquelas que valiam a pena no dia seguinte. A grande questão é que o Sensível é, salvo exceção, um cara mala. Daqueles grudentos, que, na segunda vez em que saem com a mesma menina (cada um com a sua, óbvio, não sejamos tão cruéis com a minha concordância nominal), já inventam um apelido carinhoso pra ela, antes mesmo de levarem-na pra cama. E exigem que sejam chamados por apelidos também, geralmente, diminutivos toscos do nome ou invenções constrangedoras, como “fofucho”, “nhonho”, “nenê” ou mesmo “fulustreco”.

INTERLÚDIO: PROJETO ENCARIOCAR - 1ª DIRETRIZ: SANEAMENTO VOCABULAR

Abolir terminantemente do vocabulário palavras como “embaçado”, “mina”, “balada”, “desencanar” e suas variáveis, “então” no início de frases sem teor de conseqüência e, ainda, reduções desnecessárias paulistanas de nomes próprios ou substantivos. Desta forma, jamais falar “facu” ou “belê” para designar “faculdade” e “beleza” (ao cumprimentar alguém) e considerar sempre que Renata, Viviane, Eduardo, Cibele, Lilian, Vanessa, Priscila e Rodrigo não devem nunca ser chamados ou citados como Rê, Vi, Du, Ci, Li, Va, Pri ou Rô. EXIGIR, PRIMORDIALMENTE, QUE O NOME “CARLOS ANDRÉ” SEJA PRONUNCIADO COM TODAS AS SUAS SÍLABAS, AO SE DIRIGIREM A SUA PESSOA!!!

O Homem Sensível é companheiro, amigo e pensa primeiro em você, antes de tudo. Na transa, ele faz o possível pra gozar depois, mas não tem sucesso, porque é tão ruim de cama que, simplesmente, não consegue fazê-la chegar lá. Mas você acha fofo assim mesmo, porque ele é tãããão atencioso... Ele é incapaz de chamá-la de puta e dar um tapa na sua cara, mesmo que você peça. Se você não estiver a fim, ele vai respeitá-la, mas vai ficar também duas horas abraçadinho, cantando “Nana, neném” no seu ouvido. Ele é inseguro e, como resultado disso, extremamente ciumento. Mas bundão o suficiente pra não brigar com você, nem levantar a voz ou criar cenas. Ele só fica resmungando e de birra, igual a uma criança.

Ele vai concordar com tudo o que você disser, dando-se um motivo pra achar que você está realmente certa. Sequer vai ter coragem de mandá-la se calar quando a sua maquininha de produzir asneira (que você costuma chamar de “boca”) estiver a todo vapor. E assim você nunca vai aprender. Nem amadurecer. Ter prazer, então, longe disso. O sensível até vai fazer cafuné, é carinhoso, mas jamais vai pegá-la daquele jeito pela nuca, causar arrepio ou lançar aquele olhar guloso que deixa as pernas bambas. Em suma, o Homem Sensível é chato pra caralho.

Foi percebendo esse estigma que resolvi abandonar de vez essa idéia de ser O Sensível. Sim, ao contrário do que se pensa, eu ainda era o amigo e companheiro, mas só para as minhas amigas. Eu consigo perfeitamente sustentar uma amizade com mulheres, sem segundas intenções. Tenho amigas de verdade, nem todas feias, como era de se esperar. Ou então, estou dizendo isso para preservar a minha integridade física, já que as minhas amigas feias também lêem este blog. Anyway, decidi me tornar um canalha. Mas daquele tipo insuportável, o Babaca. Ainda não tinha percebido o quão divertido é ser um verdadeiro Canalha.

O Babaca beija olhando para os músculos e para reparar se os outros estão assistindo. Ele faz tudo pra levar a mulher pra cama na primeira noite, mas empenha-se pouco na própria transa. Pega nos peitinhos de leve, dá uma chupadinha e uma mordidinha nos biquinhos, enfia o dedo lá, dá uma mexida e parte pra foda. Em cinco minutos, já gozou. Cinco minutos, se ele durar tanto. A maioria deve levar uns três. A mulher, se inexperiente e acostumada com esse tipo de gente, vai ficar na dela, achar normal e esperar por uma segunda vez. Ele pode até dar mais umas duas ou três na mesma noite, mas vão ter a mesma emoção e duração. Ele se sente realizado. Começa a sair com a menina, assiste a dois filmes pornôs com a Sylvia Saint e o Rocco Sifredi e anuncia: “Hoje, vamos tentar algo diferente”. Coloca a menina numa posição constrangedora, condenada por 9 entre 10 ortopedistas, descansa a mão atrás da cabeça ou na cintura e manda ver. Leva os mesmos três minutos para gozar. Ao terminar, proclama: “Hoje eu fui sinistro, hein, gatinha?”

Por Jeová, como eu poderia pensar em me tornar semelhante criatura? Nem fudendo...

O verdadeiro Canalha nem pensa na transa, por muito tempo. O primeiro objetivo é a conquista. Conquistar a mente da menina antes do corpo. Mesmo que ele vá descartá-los mais tarde. Em seguida, o beijo. Todos sabem que é no beijo que se tem a exata noção de quanto tempo vai durar a relação. Você pode até estar errado e conceder uma segunda chance, mas, naquele momento, é o que importa. O Canalha sabe como beijar, como tocar, como subjugar. Ele leu Sun Tzu, ele nunca perdeu no War II, ele sabe de cor todo o elenco de Platoon. Ele vai beijar como se estivesse com febre, como se somente existissem os dois no mundo, como se estivesse em Lifeforce e fosse a Mathilda May, como se... erm, vocês entenderam...

Se a noite prometer terminar em outro lugar, o Canalha vai torturá-la até ela arrancar as próprias roupas. Ele sabe que as preliminares não são o tempo que a mulher leva para se arrumar (hmm, mas bem que seria justo...) e, por isso, ele demora. Mesmo. Ele já aprendeu que uma transa de 50 minutos vale mais do que dez de 5. E o melhor: isso não é tática, ele realmente gosta. Ele vai passar mais tempo lá no andar de baixo do que qualquer competidor em Campeonato de Apnéia, mesmo que desloque o queixo ou ameace ter o pescoço quebrado na empolgação. Ele até pode dormir de "colherzinha", trazer café na cama, mas nunca vai dizer “eu te amo” ou fazer isso tudo porque realmente signifique algo. Às vezes significa, às vezes é só força do hábito. Azar o da mulher pra saber qual. Porque o Canalha, no fundo, também curte um disk-pizza, pra quando tiver fome. Ou vocês acham que existe alguém perfeito?

Numa época curiosa, em que mulheres resgatam bandeiras feministas há algum tempo esquecidas, assumem ser cool beijar outras meninas e mesmo ter relacionamentos homossexuais, porque “nenhum homem presta”, é preciso que ambos os sexos comecem a repensar seus conceitos, porque as aparências sempre enganam, por mais grupos, tribos e gêneros que a multiplicidade e a diversidade venham criando ultimamente, e a felicidade (ou mesmo simples satisfação) não tem cara.

Peraí... mas que merda estou dizendo? Isso não é monografia de faculdade!!!

É muito conveniente ser um amálgama dos três tipos de homem descritos anteriormente. A gente sabe que deve se submeter como o Sensível quando precisa, comportar-se como um Babaca com gente que não merece respeito ou ser um real Canalha quando quer impressionar. Sei lá, muitas vezes a ordem natural das coisas bagunça seu controle de personalidade. Às vezes, encontra-se uma menina legal, mas alguma força oculta nos leva a perder o interesse como se um Defrag tivesse passado pela sua cabeça. Nesse caso, o que a gente mais quer é não ter que dar explicação nenhuma, sumir, virar uma planta, encolher-se em posição fetal, enfim, cagar e andar, sob o risco de se espalhar o quão Babaca você é. Se eu sou o Homem Sensível, um Babaca ou um verdadeiro Canalha? Pra que eu vou revelar? Por mais conclusões que eu tire, quem garante que não vou estar mentindo? Confira você mesma. As inscrições continuam abertas...

Quer saber o quê mais? Olha o resultado desse Quiz que eu roubei do blog do Preacher . Tudo a ver comigo...



Que palavrão você é?



BITS AND PIECES

“Bandages on my legs and my arms from you... BANDAGES! BANDAGES! BANDAGES!”

HOT HOT HEAT . Não consigo parar de escutar esta banda. A música acima, “Bandages”, também não sai da minha cabeça desde sexta retrasada. Já memorizei os acordes e até as paletadas. De tão contagiante e alegrinha, virou hit na casa noturna do meu lobo temporal. Essa bandinha do Canadá conseguiu unir-se aos modistas de Williamsburg, Brooklyn, NY (leia-se “Interpol, Radio 4, The Rapture et al.”) no resgate da sonoridade pós-punk Anos 80 de bandas como Gang of Four, The Fall, A Certain Ratio e Joy Division. O vocalista canta como o Robert Smith e a banda lembra o The Cure inicial, bem mais ensolarado e com uma levada mais funk.



Quanto a esse tipo de som, sem novidades exatamente, já que a Melhor Banda de Rock do Universo, o Girls Against Boys , vem emulando essa onda há mais de 10 anos, acrescentando ainda seu estilo non-sequitur e um sex-appeal inigualável a cada música. “Roland”, do Interpol? “Blackcity”, do Division of Laura Lee? Os GVSB já fizeram antes, basta ouvir o álbum “Cruise Yourself”.

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Minha cinemateca caseira de cópias em Divx está repleta de novidades: Chicago, About Schmidt, Adaptação, O Pianista, Gangues de NY, Prenda-me Se For Capaz. Quando eu tiver assistido a tudo, até Domingo, espero, dou a minha palhinha sobre o Oscar.

Já o filme do Demolidor, cuja pré-estréia fui conferir, é divertido para uma tarde de fim-de-semana, mas deixa a desejar. Era de se esperar que muita coisa ficasse de fora, frente à complexa estória de Matt Murdock, mas o grande problema é que tudo acontece rápido demais. Personagem tão multifacetado não pode mesmo ter filme de 1h40. O Rei do Crime também não ficou legal, acho que o John Goodman faria mais bonito. Ben Affleck não chega a comprometer com sua usual canastrice e o Colin Farrell está perfeito como Mercenário!! É o melhor do filme...

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Quem se lembra das minhas aventuras no clube Chaos, em New York, circa 2000 ? Pois bem, naquela noite, eu deixei de ir ao Luna Lounge, um clubezinho numa travessa da Houston Street que também prometia. Vasculhando a minha gigantesca coleção de flyers (mais de 2.000), achei o do Luna, da semana anterior. Olhe só quem era a banda residente da casa na época e espante-se com o que eu devo ter perdido:



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AVISO AOS FARISEUS EM SP: Neste sábado, 22/03, estarei discotecando no “lounge” do Tramp Club, na festa Superblast. Fica em Pinheiros, perto da FNAC, na Rua Padre Garcia Velho, 63. Devo tocar em torno de uma hora e meia e, já que não tenho a obrigação de fazer ninguém dançar, vou colocar algumas novidades. O lounge é apenas uma salinha com uma mesa de sinuca, um barzinho e algumas poltroninhas, mas o som vai ser de primeira. Se puderem, compareçam. Pra quem não sabe, meu alter-ego na balada é o DJ Chacal. See ya!!

sábado, março 15, 2003

Meu Carnaval teima em não acabar.
Até segunda-feira, inclusive, Festa de St. Patrick (Top o' the morning to ya!!), terão sido 18 dias consecutivos de baladas, álcool, noites mal-dormidas e, menos do que eu mereço, mas bem mais do que eu esperava, mulheres...
Minha frase default desde 19 de Agosto de 2002 ("estou velho") deixou de ser charminho para meninas novinhas e passou a significar, realmente, o peso da idade. Eu, definitivamente, não tenho mais o frescor da juventude para excessos e, ainda que bem mais charmoso, bonito, inteligente e ...arrramm... convencido do que quando tinha 20 aninhos, também estou menos disposto.
Por isso, a vergonha de ver diariamente tantos acessos sem que eu me permita atualizar esta página só é suplantada pela dor nas minhas costas após três parágrafos digitados.
Estão chegando ao fim. Eu, a balada interminável e o texto... Logo...

quinta-feira, março 06, 2003

Ok, eu nem ia postar nada, mas... como todo mundo está me dizendo o quão engraçados são ESTE LINK e a foto logo abaixo, eu não pude privar meus leitores desta diversão, enquanto não chego em Sampa e escapo de ter que digitar nesse maldito teclado de notebook.

COMUNIDADE INDIE: TUDO PELO SOCIAL



segunda-feira, março 03, 2003

AS NOTÍCIAS SOBRE A MINHA MORTE SÃO UM POUCO EXAGERADAS

Sim, eu ainda estou vivo.
Sim, estou no Viet...quer dizer, no Rio, e é Carnaval.
Sim, eu gosto de Carnaval, putaria e cerveja, mas não necessariamente sob o barulho de tamborins ou trios elétricos. Rock n' Roll will do, fine.
Sim, estou recuperando gradativamente a minha cor normal, após 3 tardes de praia, um sol quentíssimo e uma água deliciosa.
Sim, eu tinha um texto bem interessante pra postar, mas não pode ser agora, iria me comprometer incrivelmente a essa altura e gerar interpretações equivocadas. Esperem pacientemente até a poeira da folia assentar.
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