quarta-feira, junho 25, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

4° Capítulo:



Encontrei a Regininha na porta do banheiro - ainda bem, porque ela me emprestou um gileton pra cortar o pó. A gente cheirou, brindou, se chupou... ela me contou que a gafanhota Angélica voltou a aparecer na noite dizendo que tinha ido pra Londres, mas na verdade ela teve foi uma diarréia crônica e teve que ficar em casa se cagando.



Voltei pra pista totalmente caruda - meu maxilar não se mexia. Comecei a ter uma bad trip total, do tipo O QUE É QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI? Um bando de bicha bule e prostituta kuendando o meu ocó só porque ele é o bam bam bam ixtaile da noite. Mas o som tava ótimo, e eu não conseguia tomar uma atitude - não me movia, só as minhas pernas é que tremiam, coçavam, sei lá... picavam! Eu parecia uma pata de borracha, bicuda e com olhos grandes. Meu namorado, então, tava a anos-luz de mim, totalmente travadão, contorcendo o rosto todo.



Resolvi pegar meu macho e ir pra casa, tomar um banho de banheira beeeem quente, com champagne e mais pó, e trepar ligadona.
Eu adoro trepar ligadona - é tudo! Experimenta fazer a linha em cima do pau do bofe, cheirar, chupar e tintin. É a modernidade, fofy.




O Pavel é tuido de bom - totalmente pop com as baboo. Convidamos a bicha e o Xana pra fazer uma surubinha lá em casa, depois da buat, e vai ser ma-ra-vi-lho-so! Eu sempre tive vontade de comer o Xana - ele é tão fashion, atualizado e corpudo. Tudo o que eu preciso pra ser feliz!



Já imaginou?



Fui com o meu ocó + a regininha na festa de reabertura da buat. Foi muito bafinho, bi.



Cheguei na buat e nem precisei chorar pra entrar. Eu e o door man somos super amigos - já cheiramos várias vezes juntas, e pegação também.
Tipo assim, beesha, todo mundo na noite me conhece, sabe? Tipo assim, nem sei quem tá na porta, empurro todo mundo e já vou entrando, e tipo assim, todo mundo me xoxa, honey, mas eu nem ligo, porque o importante é que todo mundo me dá padê pra saír na coluna no dia seguinte!
Mas eu só fui ali essa noite, pra encontrar com o Xana. Meu ex comeu, gostou... e eu sou uma bichinha TOP, não posso deixar ele assim... ele ainda é meu.

terça-feira, junho 24, 2003

Pra entreter:



Taí o que vocês queriam: Dicionário de Bichonês

Vão estudando, pois, mais tarde, tem mais Playmobil Chill-out...

domingo, junho 22, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

3° Capítulo:



Ai, uó! Saí de casa cedo e esqueci o ferro ligado.



Cocaína



No fim de semana, eu vendi meu rim e me joguei em Barcelona - na kitnet de uma amiga minha fina, que dá o cu pra dizer que é artista. Foi super cool, porque além de me ter drogado pencas na buat, fui pra sauna depois com umas barbies que eu conheci e foi magia, macaca. Depois de tudo, me liga, se você souber quem quer comprar um pulmão - tô vendendo! Quero ir pra Ibiza no verão!



Assim que eu voltei de viagem, fui tomar café com a minha amiga Jocelyne Albuquerque Figueroa - prima da Laurinha, conhece? Ela ainda anda traumatizada com o bafão do seu suicídio - ela tinha dado um tiro na cabeça, lembra? Não aguentou a pressão, porque foi gongada no Gotas. Mas conseguiram tirar a bala da cabeça e foi inacreditável. Ela continua namorando o mesmo bofe. Marcamos de sair a noite - ela cheira horrores.



Fiquei lokinha do cu, no meio da pista. Encontrei a bichinha michê do leste, ela tinha speed, chêrei, e ainda marcamos uma surubinha pra depois da buat. O namorado dela quer me comer.



Eu nunca consigo cheirar em paz. Quando não é o meu namorado travado na fissura, é essa bicha bule com o Gucci elzado enchendo o saco.



Azedume



XEIROUT



quarta-feira, junho 18, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

2° Capítulo



Hoje eu fui a sauna visitar o meu ex-namoradinho, que agora, trabalha lá. Nem tava muito a fim de ir, mas além de eu ser um frouxo, que idolatra a carreira de Cristiane F. dele, sou manipulado por qualquer merda - eu gosto é disso: RALÉ!



Ele veio do leste europeu, num caminhão, clandestinamente, junto com porcos e galinhas. Chegou na cidade e começou a dar o cu pra ganhar dinheiro e sair bela na noite - by Zara - até que um dia eu contratei os seus serviços e fiquei com peninha. Passei a cuidar dele e a gente se drogava pencas juntos.
Depois de tudo, enjoei da droga, e o fetish começou a acabar - ele queria voltar a se prostituir... e tipo, ninguém aguenta 17cm por muito tempo né? Aí, terminamos! Mas NÃO acabou a amizade!




Eu ainda o amo muito. Ele é muito inteligente - sabe gongar as bichas no ponto exato. As vezes saímos todos pra tomar café e falar mal das fracassadas. Ele pode, né? Ele é a modernidade da buat - tipo, todo mundo só compra droga nele. E lá na sauna é tuido, bi. Além dele me dar drinks de graça, fico atualizando a minha subcultura gay, ouvindo estórias de outros imigrantes ilegais que fogem da miséria e dão o cu pra comer feijão de lata e miojo.



Coke between us.



Na boa: Tô cansada de kuendá uns ocó neca mati. Essa coisa de `average` não tá com nada - elas juram que é 17, mas não chega a 13. E pra completar, espeta e machuca. 19cm é o ideal! E também, cansei de fazer caridade, a linha CAMPANHA DA FRATERNIDADE - PÃO PRA QUEM TEM FOME - eu agora faço o teste do malão antes, porque pochete saiu de moda há séculos! E foi uó!



E aí? Tem necon?



Voltar pra casa loka, conduzindo, sozinha, é uó, macaca! Ainda parei na porta da Help pra comprar pó e fiquei travadona no trânsito.

domingo, junho 15, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

1° Capítulo (AGORA É MESMO):



Tava loka em casa, peguei meu Gucci pra disfarçar a pupila, dei o truk, e fui dar pinta na buat. Eu sou top, né? Kuendei um ocó dubem com carrão e foi o que foi...



Encontrei umas barbies AZT podronas, e me deram speed, K... fiquei louquinha do meu ( * ). Em uma palavra: fiofó!



Depois de tudo, foi a presidência. O people foi lá pra casa com o pó e todo mundo fez a fina.



Eu fiquei rôta! Botei um ácido no cu e mijei a noite todinha. Acordei na minha estufa mágica, e cogumelos no café da manhã.

Meu ( * ) versão caledoscópio. Tô turva, meu pai!



E ainda mamei pencas!



Ai, aspirei o pó todinho!

sexta-feira, junho 13, 2003

BYRON PARKER PRODUÇÕES ORGULHOSAMENTE APRESENTA,

NUMA PRODUÇÃO DE MARCO ANTONIO CALS,

A PRIMEIRA FOTONOVELA GAY,

PLAYMOBIL CHILL-OUT (E a modernidade pairou sobre nós...)

1º CAPÍTULO: Apresentação dos Personagens

Escrito por: Pato de Borracha
Estrelado por: Playmobils
Divulgado, revisado e editado por: Marco Antonio Cals


Os perfis dos personagens sao baseados em seres da cultura "NOITE" mundial.

Rodolfo, Cocaína e Xana:



Rodolfo:

Bam bam bam da noite. Não existe festa sem ele. Namora com a TOP Jocelyne. Tá sempre travado, mas é boa pessoa. De vez em quando ele pega umas bichinhas, mas é só pra ser chupado... ninguém sabe, shhhhh.

Xana:

Fez carreira na noite sendo porteiro de club gay. Faz a linha machão, mas é mais mulher que todas nós juntas. É só levantar a voz, que ela se encolhe - o máximo que ela pode fazer é fechar a porta na sua cara, huahua. Mas, um dia, a buat faliu e ela foi comer a sopa do dia. Fracassada! Tem um único Gucci, parcelado em 2 anos, que ela nunca tira do rosto - ou é pra não verem as rugas, ou pra não darem a elza.

Cocaína:

É o boneco branco. Presente sempre quando hay colocón.

Jocelyne Albuquerque Figueroa:



Total desequilibrada. Cheira pó horrores. Ninguém sabe realmente quem ela é, mas é fina - ou pelo menos faz.
É a pior inimiga da gafanhota Angélica. Também não vai com a cara da bicha, mas fala, pra fazer a simpática.
Ficou famosa por ter feito um bafão num chill-out, ameaçando se jogar do 13º andar. Foi gongada no Gotas de Luxo e, no dia seguinte, deu um tiro na cabeça - a bala foi retirada com sucesso e ela sobreviveu... ficou um pouco mongol, seqüelada...
Namora com Rodolfo - o bam bam bam da noite.


Ralf e Pavel:



Ralf:

Bicha nórdica gata - total mona straight acting. Inteligente, culto e independente. Sensível e romântico. Fez um programa com uma biba, se apaixonou e a tirou do lodo. São *A* referência da buat. E moooita linha!

Pavel:

É a ex-namoradinha de Ralf. Refugiada da puta que pariu, desaquendou na cidade sem documentos e começou a dar o cu, pra comer e se vestir na Zara - fazê a bunita, né? Namorou 2 anos, mas se cansou da neca mati do namorado e foi pra rua fazer pista again. É famosa no meio das gafinhas - servir é reinar - passa droga na pista e café na sauna. TOP noite!

Regininha:



Real style, real finesse. Não fala muito, só ouve. Dá as opiniões certas. Tá sempre bege, passada, Kátia, Mônica... e travada - cheira pencas. Aliás, de todos, é a que mais estoca colocón. Por isso tá sempre quieta, num canto. Trepa com geral.

Tinky Winky (A bicha) e A gafanhota - Angélica



Tinky Winky - A bicha:

Ela é a bicha bafão da estória. Fala mal de todo mundo, pede roupas emprestadas, deve meio mundo, é trukeira e ainda dá a elza na geral.

A gafanhota - Angélica:

Faz boquete nos bam bam bam ixtaile da noite. Tá sempre em todos os lugares.


E é isso aí, gente. o primeiro episódio da saga, mesmo, só daqui a 2 dias. E, segundo orientações do próprio Marco, dicionário de Bichonês, só a partir do quarto episódio. Fica mais engraçado assim...




E atenção: Hoje à noite, com produção do impagável Marco Antonio Cals, estréia aqui, devidamente autorizada, a hilariante fotonovela PLAYMOBIL CHILL-OUT, a primeira novela animada gay...

quinta-feira, junho 12, 2003

ASK THE DUST UNDER MY RUG

A verdade é, estarei fora por algum tempo. Assim. Sem enrolação. Direto ao ponto.

Estou em fase de transição, terminando meus negócios em Sampa, prestes (falta cerca de um mês) a voltar a morar no Rio, após 5 anos e meio de ausência. A quantidade de detalhes a resolver é enorme, incluindo aí a falta, até este momento, de um lugar para morar.

Por isto, este blog vai ficar bem largadinho por um bom tempo. Como devo emendar a mudança com as minhas férias, quando, a não ser que gaste toda a grana naquela, devo fazer um tour pela Europa (basicamente, Roma-Paris-Londres-Madri), passarei o mês de Agosto ausente, também. Para Setembro, possíveis mudanças e, talvez, o fim deste blog em seu formato atual, caso se concretize mais um projeto ambicioso que começa a fermentar em minhas idéias.

Não se trata de falta de inspiração. Muito pelo contrário, estou mais criativo do que nunca. Minha atual fase de bem-estar se reflete na minha produção.

Posso vir a postar algo que me dê vontade nos próximos dias, mas, provavelmente, será a crítica de um filme que vocês ainda não viram, como a que escrevo logo abaixo.

See ya when I see ya.


PRÉ-ESTRÉIA - THE HULK



É, criançada, eu vi primeiro. Estou de posse de mais uma cópia genérica de filme a ser lançado, 20/06 nos States, dias depois no Brasil.

Meu veredito: gostei bastante.

Ao contrário do Matrix Reloaded, em que fui cheio de expectativas e acabei me decepcionando com um filme meia-boca com enredo risível, aqui, onde realmente esperei encontrar uma bosta, está um filme competente do Ang Lee, que consegue misturar ação e uma dose discreta de existencialismo em mais uma boa adaptação dos quadrinhos.

Quando soube que o cara iria ser o responsável pelo filme, achei horrível, nada a ver. Mas confesso que ele foi até razoável ao tratar do Hulk como sendo o alter-ego do Bruce Banner, uma manifestação de sua personalidade, numa referência clara a Jeckyl e Hyde. Essa questão é colocada no filme com sutileza, em dois momentos, principalmente, com a confissão de Bruce de que gostou de perder o controle ao se transformar e na cena de se barbear no espelho e enxergar a cara-metade refletida. Deixou-se aprofundar essa discussão em um segundo momento, provavelmente na óbvia continuação.

Com relação ao binômio Bela/Fera, em que há citações claras a King Kong (o Hulk sendo atacado numa ponte Golden Gate coberta de neblina), acho que os sentimentos ficaram um pouco unilaterais. O grande problema é que Eric Bana é bem fraquinho como o cientista conturbado. E Jennifer Connelly, linda como sempre, sobra horrores ao entrar em cena. Aliás, só Nick Nolte, no filme inteiro, realmente contracena com ela, os outros parecem parte do cenário. Ms. Connelly é a melhor criatura do filme. Cada expressão intensa pode até soar um pouco canastrona quando se nota que ela faz um filme de HQ, não um "Uma Mente Brilhante", mas não se pode culpar alguém por encarnar a personagem.

Os efeitos especiais também são discretos, na medida do possível. A primeira parte do filme tenta situar a ação e criar um clima de suspense quanto à primeira transformação. Consegue. Daí em diante, tendo em vista que todos sabem que o Hulk é completamente digital, tenta-se não saturar muito o espectador e transformar o filme num videogame. Algumas cenas, inevitavelmente, parecem desenho animado ou bonecos de massinha, mas, no cômputo geral, a equipe saiu-se bem. O Hulk está bem-feito. Se você desencanar do fato de ele ser irreal (porra, um monstro verde gigante pesando toneladas não pode nunca parecer real), vai curtir bastante.

O melhor do filme, no entanto, é o toque pessoal do próprio Ang Lee. É engraçado, numa primeira análise, você fechar os olhos ao assistir ao filme e se imaginar em O Tigre e o Dragão!!! Porque é exatamente assim que está a trilha sonora. Com exceção de curtas incursões guitarreiras (da banda Velvet Revolver, formada pelo Scott Weiland dos Stone Temple Pilots e a galera que foi do Guns 'N Roses), o filme é permeado por flautas orientais e corais. Algumas cenas de luta são silenciosas, sem sons de explosões, com a trilha no talo para dar efeito dramático. O diretor volta a explorar a plasticidade das paisagens naturais, como nos planos abertos durante o passeio do Hulk, saltando os canyons e desertos. Também resgata momentos dos quadrinhos, como a cena clássica do Hulk contemplando flores e bichinhos, na paz, e sendo atacado logo em seguida. Muito foda, principalmente, ficou a edição e montagem das cenas. A narrativa é bem fragmentada, com cortes abruptos e atemporais, as telas dividindo-se em ações simultâneas (split screen), às vezes em 3 ou 4 quadros distintos, mistura de flashback com tempo presente, ou telas se fundindo em efeitos variados, num ritmo que denota rapidez de videoclip e que vai agradar a todos os aficcionados por HQ.

Um senão é a mudança na origem do Hulk. Ao se colocar o pai de Bruce Banner como culpado indireto pela situação do filho e transformá-lo em vilão, desvia-se da estória original, não se explicando muito bem a relação de ódio entre o Hulk e o General Ross. Nos quadrinhos, Ross sempre desaprovou o namoro da filha com o fraco Bruce. Achava que ela não merecia um homem frágil. No filme, o desprezo advém da briga com o pai dele, quando trabalhavam juntos. Fica um pouco injustificado o tratamento dado ao filho. Fora isso, as mudanças óbvias (de uma explosão da Bomba Gama para um acidente de laboratório, por exemplo), não chegam a comprometer. Com o fim da Guerra Fria, testes nucleares nos EUA, realmente, não se justificariam nos dias de hoje.

No mais, vale muito a pena assistir a este que, junto com X-Men 2 e Homem-Aranha, deve estar fazendo Stan Lee (que aqui, faz outra ponta, como um segurança) feliz da vida.

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Estou, finalmente, lendo o famigerado Pergunte ao Pó, do John Fante. Agora a Clarah vai achar que eu sou gente.

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Eu sou a Mara Tara !
Qual personagem do Angeli você é ?


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