quinta-feira, outubro 30, 2003

GOTCHA

Estava eu, há uns 40 minutos, saindo do trabalho, na Pedro Lessa, no centro, em direção ao metrô Cinelândia. No pequeno calçadão, há várias barraquinhas de CD e vinil a preços módicos. Fui procurar uma coletânea do Grand Funk que acabou de ser lançada no Brasil e quem eu vejo vasculhando vinis na barraca ao lado senão Meg White, a projeto-de-baterista da projeto-de-banda The White Shites!! Nas fotos, ela parecia engraçadinha, mas ao vivo, de camisetinha vermelha e saia azul, não só é sem-graça como tem perna fina e cara de quem peidou na missa. Putz, se fosse a Juliana Hatfield a tocar no Brasil, duvido que eu esbarrasse assim!!

quarta-feira, outubro 29, 2003

NO ALARMS AND NO SURPRISES

Quando sua vida, há exatamente uma semana, parece um daqueles filmes cheios de clichês surrados, quando todas as banalidades que você previu, mesmo que não quisesse acreditar que elas viriam, deram as caras, boas e inusitadas surpresas são sempre bem-vindas. As duas primeiras acabaram de ocorrer, uma logo após a outra:

1 - Dogville. O filme. Tão falado durante o Festival do Rio, ingressos esgotando e eu baixei anteontem uma cópia em Divx com legenda em Inglês, ripada de um DVD-Screener, ou seja, qualidade quase impecável. Eu e minha camarada Juliana nos reunimos aqui pra assistir o que prometia ser um épico, pelo menos na duração (quase 3 horas). 10 minutos de filme e já deu pra perceber o estilo do diretor Lars "olha-como-eu-sou-fodão-e-meus-cortes-de-câmera-tremida-são-geniais-porque-eu-sou-um-gênio-oras-e-o-cenário-teatral-é-fantástico" Von Trier, que começou a se tornar angustiante após meia hora. Tomados de uma inércia, como se tivéssemos que assistir até o fim pra acreditar, continuamos entretidos na ruindade e chatice, driblando o sono, por mais 2 agonizantes horas, tendo inclusive o desprazer de contemplar a bolsa escrotal de um dos atores, por trás (uma visão literalmente escrota). Eis que chegam os 20 minutos finais e, como disse bem Ju, "a parte onde somos recompensados depois de três horas de malice." O final serve pra redimir todo o cu que foi o filme, é uma grata surpresa e com certeza deve ter levado as platéias de PIMBA's pagadores de boquete pra Dogma 95 a uma reação totalmente diferente da nossa (choro vs. riso);

2 - Fui acompanhar Ju até embaixo (ela mora no outro bloco) e resolvemos passar pelo Playground, uma área que, assim como em meu ex-prédio em Sampa, eu achava se resumir a um espaço aberto com uma churrasqueira. E eu sempre me perguntava o porquê do meu condomínio ser tão caro. Qual não foi o meu espanto ao constatar que eu tinha à minha disposição, há dois meses e meio já, duas piscinas, uma quadra de vôlei, sauna seca e a vapor, mesa de sinuca, salão de festas e uma academia de ginástica!!!! Ah, a churrasqueira também, oras...

Prevejo mais surpresas pros próximos dias... não vou falar senão agoura, mesmo sendo mais wishful thinking...

terça-feira, outubro 28, 2003

O MUNDO PARECE ANIMAÇÃO DE MASSINHA

Sim, eu estou louco. Incrivelmente bêbado. Nem me recordo de há quanto tempo não fico assim. E ao mesmo tempo, perfeitamente lúcido. Lúcido o suficiente pra perceber meus erros de digitação neste post. Lúcido o suficiente pra perceber que meu corpo não responde à minha mente com a mesma velocidade. Eu bebi demais. Culpa da Maldita. Culpa do Lariú, que hoje resolve tocar bem. Culpa do meu estado eu-me-recuso-a-entrar-em-depressão. Culpa da própria culpa do amanhã-tenho-que-trabalhar-eu-devia-estar-dormindo. Como eu consigo numa mesma noite estragar tudo em 3 frases com uma menina obviamente doida por mim, pra em seguida, mais pelo descontrole do que pela intenção, ganhar o jogo novamente pelo desprezo? Mulheres, não se vive com elas, não se pode matá-las. Voltando pra casa e andando dentro de casa e contemplando o mundo ao meu redor, me sinto, literalmente, como num filme de Ray Harryhausen, seja Jasão e os Argonautas ou Fúria de Titãs, mas com tudo muuuuuuuito devagar e minha mente num rompante histérico.

Não vou dormir tão cedo.

E, dois dias em atraso, eu posto a seguinte conclusão do sábado: NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM, beija melhor do que leoninos.

segunda-feira, outubro 27, 2003

Eu amo Tarantino.
Eu amo Tarantino não só por ter feito um dos filmes mais fodas EVER (precisa dizer qual?), mas também por ter ressuscitado, na trilha do novo Kill Bill, Vol. 1 (fantástica!!), um clássico da minha infância (tenho em vinil até hoje):

Don't Let Me Be Misunderstood - Santa Esmeralda

'Cause I'm just a soul whose intentions are good
Oh, Lord, please don't let me be misunderstood


Grooveee!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, outubro 25, 2003

As mulheres têm razão.
Fazer compras é uma ótima terapia anti-depressão.
Ouvindo Love Burns, do BRMC. O primeiro Cd deles importado a 38 na Fnac é um achado.

quarta-feira, outubro 22, 2003

Elliott Smith R.I.P.
Ouvindo Miss Misery.
Apropriado. Bem apropriado.
Ontem, final de tarde, saída do trabalho. Salto do metrô na estação Flamengo. Dirijo-me à Navena, loja de Cd's, na intenção de comprar o novo Cd do Matanza. Na mesma galeria, há uma loja de Cd's usados, com algumas coisas legais. Vou na direção dela e, ao chegar, vejo que não está mais lá. No local, dois coroas, com cerca de 50 e poucos anos, serram madeiras e trabalham juntos, possivelmente reformando a loja. Ambos sorriem juntos e conversam. Desisto e volto à Navena. Não tinha o Cd, então me preparo pra sair. De repente, a confusão começa. Gritaria, as pessoas vêm à porta das lojas da galeria. 10 segundos e surge no corredor o motivo da confusão. Os dois coroas que trabalhavam juntos na loja em reformas estavam se batendo. Não era uma simples discussão, eles estavam brigando violentamente. Um dos dois apanhava sem dó nem piedade. Senti-me muito mal nesta hora. Senti pena do sujeito que apanhava e pena de um modo geral de ambos, pois eram de uma idade onde já deveriam saber melhor. Ao sair, vi o sujeito que apanhou, com a boca toda ensangüentada. Fiquei pior ainda e tive nojo da violência.

Mal sabia eu que, poucas horas mais tarde, constataria que a violência não precisa ser física e, de certa forma, nem verbal.

Eu não acredito mais em Felicidade, no sentido intrínseco da palavra e do que ela significa. Existem apenas momentos felizes e eles sempre passam.
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