quarta-feira, novembro 12, 2003

MÊS DE ZUMBI É ISSO AÍ!!

Lerê, Lerê, Lerere... Schlep!! Schlep!!

Só trabalho. Sem posts tão cedo.

segunda-feira, novembro 10, 2003

COFFEE BREAK

Interrompendo momentaneamente o meu trabalho tedioso no computador, estava me coçando pra postar isso aqui. De repente, de quatro dias pra cá, vários amigos me perguntam o que vou fazer pro revéillon, quais meus planos, se vou pra praia, pra alguma festa. Pessoas, eu realmente não sei, nem quero saber. Eu não sei se é normal, uma vez que ainda faltam mais de 40 dias pro Ano-Novo, mas, sinceramente, não me vejo fazendo planos, seja pro Natal, Ano-Novo, Carnaval ou qualquer coisa que passe de, no máximo, três dias pra frente.

Descobri que agora vou viver do presente, o futuro não importa, porque não é certo mesmo. Expectativas muito altas só levam a decepções maiores. Não seria a ironia máxima se todos chegássemos a um ponto da existência onde achávamos já ter então realizado sonhos, nos descoberto, captado o sentido de nossas vidas, só pra perceber que muita coisa foi inútil, em vão? Patético, não? Não estou falando de mim, mesmo, é só mais uma das elucubrações do título deste blog. Pode acontecer com qualquer um. A busca por um sentido, um significado, só funciona a título de fé, de crença, muitas vezes cega, que pode ludibriar as pessoas durante o caminho percorrido. Não foi Lacan quem disse que os sonhos e ambições têm que ser absurdos, às vezes, pra que as realizações comuns da vida (encontrar alguém, arrumar emprego, casar, ter filhos) não causassem insatisfação, uma vez ocorridas? Então, pra que buscar por algo que não existe quando já se tem? Pra que se importar? Da mesma forma, fazer planos pra quê? Não quero constatar isso quando tiver 80 anos e minha vida estiver no fim, quero vislumbrar isso agora, hoje.

Sempre achei que tudo tinha um motivo e minha existência no mundo devia-se a um significado especial. E se não for assim? E se eu estiver fazendo hora extra no mundo? Quão insignificante eu me sentirei se chegar ao fim da vida e não tiver feito diferença em absolutamente nada? Por isso não me preocupo mais. I just don't give a fuck. E, sinceramente, quem estiver ao meu lado e não estiver nessa sintonia, que se foda.

Meu revéillon? Ah, na semana do Natal eu digo.
I NEED A BREAK, I NEED A BRAKE

Preciso parar esse fim-de-semana que não acaba nunca. Não agüento mais sair, beber, fazer coisas e continuar me divertindo. Eu não deveria estar me divertindo. A perspectiva dos próximos 7 dias também não me atrai, é balada atrás de balada. Festa da Cavídeo-Maldita-Casamento-Matriz-Bunker-Loud!, eu não tenho mais 20 anos!! E não consigo parar!! Há três dias que, chegam três da manhã, meu corpo se sente como se tivesse passado as últimas 48 horas numa rave trance com a mente cheia de bala. Ontem, Festival Hutus, lotado, bombando, ambiente agradável e tranqüilo, após o freak show do BNegão (o outro vocalista me fratura o tornozelo em pleno palco e o show continua rolando com o cara lá caído, cercado de equipe médica com maca e tudo), entra o MV Bill, um cara fodaço, com uma puta presença de palco, melhor do que 5.000 rappers paulistanos, faz um show do caralho e eu só consigo pensar na minha caminha. Flashback pras festas de Natal em família, com 6 anos, geral se divertindo e eu caindo pelas tabelas, resmungando "queroimbora!!!!", assim, desse jeito.

Hoje, Empório, mesa dos losers deprês (virou rotina de Domingo), quando a conversa generalizada começa a descambar pra tamanho de pau (a maioria na mesa era retumbantemente feminina) e congêneres e surge a seguinte frase no ar: " - Ah, mulher também tem de várias larguras, já saí com patricinha, carinha de princesa e, na boa, dava pra bater palminha dentro", você percebe que já é hora de ir pra casa...

A conta, por favor!!! Estou confeccionando meu adesivo com nome completo e a frase "Desovar em: Rua Dona Mariana,..."

sábado, novembro 08, 2003

E AS INJUSTIÇAS CONTINUAM...

Numa época em que a cena alternativa está repleta de poseurs, sejam eles indies, punks, rockers, metaleiros, não importa, gente que só sai à noite pra se mostrar e ser visto, não dando a mínima para a música que estão ouvindo ou o público que divide o mesmo espaço físico com eles, é uma ingrata e triste notícia a decisão da direção da Bunker de limar dos sábados a Eletroboogie, do Edinho. Se assim querem perpetuar a burrice já existente, parabéns, vocês conseguiram.. Mas não há de ser nada, que a Eletroboogie é mais duradoura e já está aí há muito mais tempo do que a Bunker. Logo, logo, ela terá outro lar e aí sim seremos felizes de novo no sábado. Enquanto isso, hoje tem Festival Hutus no armazém n. 5 do Cais e sábado que vem, Loud! especial no MAM, com Guitar Wolf e Autoramas!! Jeto genelation!!!!!!

NO MEU PLAYER

em alta rotação nesta semana:

311 - Evolver - Uma de minhas bandas preferidas acabou de lançar seu melhor álbum desde Transistor, de 97. Deixando um pouco de lado as viagens de Soundsystem e From Chaos, eles retomaram o som pesado de riffs grudentos e continuam mostrando sua trademark inconfundível. Mudar pra quê?

Killing Joke - Killing Joke - A nova empreitada do KJ após sete anos de inatividade recrutou Dave Grohl pra trás das baquetas e ainda conta com participações especiais de Andy Gill (Gang of Four), também produtor do álbum, e dos ex-baixistas Youth e Paul Raven. Não há muito o que falar, só ouvir. O melhor álbum de metal de 2003, provando que Grohl deveria ser acorrentado pra sempre atrás do seu drum kit e que Jaz Coleman, com certeza, come areia antes de cantar. Minhas preferidas: Blood on Your Hands e Seeing Red.

Outkast - Speakerboxxx/The Love Below - Na verdade dois álbuns solos gravados por seus integrantes, Big Boi e Andre 3000, as almas perdidas mais loucas do hip-hop voltam, mais uma vez, acertando na medida. Tem algo de ruim pra se falar deles? Impossível. As diferenças entre um álbum e outro resumem-se à temática, um mais festeiro, outro centrado nas relações amorosas. Mas ouça a batida alegre de "Hey Ya", de Andre e pode-se ver a mesma vontade de festejar que em "The Rooster", de Big Boi. Ouça, mesmo que você ache que não gosta de hip-hop. Você pode se surpreender.

quarta-feira, novembro 05, 2003

TIM BALADA

Um fim-de-semana e tanto, diria o mais preguiçoso. Olha, nem eu tenho saco pra contar tudo o que se passou, desde os amigos paulistas que encontrei e ciceroneei até a quantidade de álcool ingerida, passando, claro, pelos shows, então vai um resuminho aí. Também, geral já postou em blogs e fóruns o que achou das bandas, então ninguém vai querer saber o que eu penso.

SEXTA: SEVEN-DIGIT ARMY

Noite de altos e baixos, em ordem decrescente. Do FELLINI eu não preciso dizer nada, faz samba, já morreu há 15 anos e esqueceram de enterrar. Ah, e ainda é do Midsummer Madness. Como disse uma amiga minha (não que eu concorde integralmente, mas foi engraçado), "é tão chato quanto o cineasta". SUPER FURRY ANIMALS, pra mim, foi o grande show do festival, uma verdadeira surpresa. Isso porque eu só gostava de 50% da obra deles e os caras conseguiram tocar os 50% bons. O álbum de que mais gosto, Rings Around The World, foi privilegiado, sem contar que a perfeita integração entre som e imagem nos telões (com direito até a politicagem clichê), somada aos recursos próprios de espetáculo da banda (sumir por um tempo no bis e voltar mais "peluda", cantar com um capacete do Changeman), garantiu o entretenimento da platéia. E olha que a banda tem vocalista com nome de resmungo. THE RAPTURE, se não me convenceu do hype a que são submetidos pela imprensa mundial, pelo menos foi muito competente, colocando a galera pra dançar. Demorou pra engatar, cometendo até um erro de descompasso por parte do batera (tão grotesco que pareceu proposital), mas, da metade pro fim, não fez feio e surpreendeu tanto a platéia, que não conhecia a banda tão bem, quanto a si próprios, que com certeza não esperavam essa receptividade. WHITE SHITES fez o show que eu já previa, ainda mais sem-graça. Olha, eu sou paciente e faço o possível, mas ainda não consigo entender a predileção das pessoas por essa MERDA DE CU DE CARALHO DE PORRA DE BANDA!!!! Ah, vai se fuder, ainda me entra no palco com uma pose de "só tô aqui porque me pagaram" e cagam geral pro público. Ainda bem que ele não aproveitou as cores e entrou com a camisa do mengão. Eu cuspia no filho da puta!! Pior show do século!

Ah, depois fui embora. Erol Alkan de cu é rola.

SÁBADO: SEU MARACATU EU NÃO SEI, MAS A MINHA ROUPA PESA UMA TONELADA

Ainda mais depois da chuva. Putz, ninguém merece sair de casa EXATAMENTE quando o mundo resolve desabar, pegar alagamento no final do Aterro e se molhar todo pra ir do estacionamento da Cinelândia pro MAM, só pra descobrir que os shows estavam atrasados e eu não perderia a primeira banda a que eu tinha ido assistir. Que não era o NAÇÃO ZUMBI, diga-se de passagem. Mas pude conferi-los assim mesmo, molhado e com frio. Ou seja, não deu mesmo pra apreciar. Mas meu olho clínico percebeu que eles estão cada vez mais pesados e à vontade no palco e que Lúcio Maia ainda é um dos melhores guitarristas brasileiros. Pra quem pôde curtir, bom show. Já o THE STREETS foi a grande decepção. Mike Skinner parecia um turista inglês que tinha acabado de dar um rolé em Ipanema e passou lá pra dar uma canja. A banda é fraca de dar dó. Batidas alucinantes do álbum, como "Sharp Dartz" e "Don't Mug Yourself", ficaram parecendo clones do Sublime. Pena, porque o álbum é fodaço. Nem a pose de bêbado convenceu. Só pras pistas mesmo. E a criatura saída das páginas de um mangá dançava ao meu lado, bem lá na grade, a mesma que bebeu da garrafa de uísque de Mike. Sinistra!! E do show do PUBLIC ENEMY, só posso falar de uma parte. Olha, aprecio bastante como uma banda pode passar mais de 15 anos com o mesmo discurso e continuar relevante e atual, mas a banda de apoio com que eles se apresentaram foi uma faca de dois gumes. Às vezes, soava como Body Count, às vezes como Living Colour. E ambos os originais são infinitamente melhores. O que não prejudicou a primeira parte do show, muito pelo contrário. A energia de Chuck D, Professor Griff e Flavor Flav (que está A C-A-R-A do finado Sabotage) ao executar clássicos como "Bring tha Noize", "Don't Believe the Hype", "911 is a Joke" e "Fight the Power" é admirável pra quarentões como eles e aí foi, pra mim, o segundo melhor show do Festival (cerca de uma hora). Mas chegou a parte em que só sobrou a tal banda de apoio (7th Octave, parece), um arremedo nu-metal/Fishbone muito do caricato, com o Griff no vocal. Isso porque já tinham se passado uns 15 minutos de baboseira com o Flavor Flav na batera (só perdendo em tosquice pra Meg Shite) e acompanhado de um suposto integrante dos Wu-Tang Killa Bees, um grupo que deve ter, provavelmente, 3.489 membros. Foi a hora de dar um passeio. Meia hora depois, ainda estavam no palco. Só nos últimos 10 minutos, voltou a banda inteira pra mandar mais umas musiquinhas. No total, mais de duas horas de show. Gostaram mesmo do palco.

DOMINGO: JOGA A DINAMITE NO MEU BARRACO

O After de sábado, que começou às 3 da manhã de domingo, após um empurra-empurra digno de final no Maracanã, deu uma ótima impressão do que é ser kitsch, ser hype e ser poseur, separadamente ou ao mesmo tempo. Porque, tirando as discotecagens do , do GORDINHO e do nosso LITTLE EDS, que foi ótima como sempre, mas curta e sem surpresas pra quem freqüenta suas noites na Matriz e Bunker, todo o restante foi um produto embalado pra agradar a platéia lotada de gente que nunca foi a um baile funk sequer. Ora, eu A-D-O-R-O funk, tenho vários Cd's e estou sempre adquirindo novas coletâneas nos buracos da vida, além de já ter ido a diversos bailes quando mais novo, a maioria em Campo Grande, claro. Funk pra mim nunca foi moda, só algo que sempre tocava no bar da esquina. Por isso, não tenho a menor vergonha de dançar ou fazer trenzinho. Mesmo tendo gente lá que apreciava as apresentações como se estivesse no zoológico, acho que os desencanados se divertiram mais. A PEACHES foi pra muitos um puta show, pra mim foi só um show de puta. Fake até a alma. Divertido por 10 minutos e só. Aquela atitude enlatada pra consumo não me convenceu. Só aos poseurs. Nada do que ela fez deixou de soar premeditado, mas isso já era esperado, afinal, a música é fraca. Salvam-se o remix que o Iggy Pop fez da música dela e a batida de "Fuck The Pain Away". E sangue cenográfico e lambida de suvaco só espantam quem toma banho de loja na U2 e pensa que é underground. Beijo na boca de fã??? Pffff!!!!! NEXT!!!! Cadê a Gretchen????? Quanto ao DJ MARLBORO e convidados, fizeram o correto, sem exageros, menos divertido e pornográfico do que num baile de verdade, mas empolgante anyway. Relembrar os clássicos como o "Rap da Felicidade" e o "Rap do Borel" foram o máximo, mas aquela coisa de ficar jogando chaveirinho e camiseta cansou. Dos convidados, Os Karrascu's perderam uma ótima oportunidade de deixar os indies de cabelo em pé, por não terem cantado (sic) o clássico "Os Três Tenores", que sampleia descaradamente "Bittersweet Symphony", do The Verve. Deu 7 da manhã e não tive mais fôlego pra esperar pela Tati Quebra-Barraco, Serginho e Lacraia. Parti. O show da Tati nunca poderia igualar o que presenciei dela na Quarta-feira de Cinzas em Arraial D'Ajuda, com o Mr. Catra, em 2001, chegando a cantar "Chatuba de Mesquita " ao vivo e sem censura. Mas eu tenho certeza de que deu banho no da Peaches.


BITS AND PIECES

Meu café-da-manhã agora é mais junkie!! A Kellogg's acabou de lançar o cereal Special K, de flocos de arroz tostados. E o pior: Tô viciado!!!!


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Passei nas bancas hoje e quase surtei de rir. Na parte dos DVD's, tinha um pornô gay com o singelo título: "Me Atirei no Pau do Gato"!!! Alguém devia dar um prêmio por criatividade pra esses caras!!

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Preciso urgentemente perder meus escrúpulos e ser menos autêntico. Alguém se habilita a me dar um curso?

quinta-feira, outubro 30, 2003

GOTCHA

Estava eu, há uns 40 minutos, saindo do trabalho, na Pedro Lessa, no centro, em direção ao metrô Cinelândia. No pequeno calçadão, há várias barraquinhas de CD e vinil a preços módicos. Fui procurar uma coletânea do Grand Funk que acabou de ser lançada no Brasil e quem eu vejo vasculhando vinis na barraca ao lado senão Meg White, a projeto-de-baterista da projeto-de-banda The White Shites!! Nas fotos, ela parecia engraçadinha, mas ao vivo, de camisetinha vermelha e saia azul, não só é sem-graça como tem perna fina e cara de quem peidou na missa. Putz, se fosse a Juliana Hatfield a tocar no Brasil, duvido que eu esbarrasse assim!!

quarta-feira, outubro 29, 2003

NO ALARMS AND NO SURPRISES

Quando sua vida, há exatamente uma semana, parece um daqueles filmes cheios de clichês surrados, quando todas as banalidades que você previu, mesmo que não quisesse acreditar que elas viriam, deram as caras, boas e inusitadas surpresas são sempre bem-vindas. As duas primeiras acabaram de ocorrer, uma logo após a outra:

1 - Dogville. O filme. Tão falado durante o Festival do Rio, ingressos esgotando e eu baixei anteontem uma cópia em Divx com legenda em Inglês, ripada de um DVD-Screener, ou seja, qualidade quase impecável. Eu e minha camarada Juliana nos reunimos aqui pra assistir o que prometia ser um épico, pelo menos na duração (quase 3 horas). 10 minutos de filme e já deu pra perceber o estilo do diretor Lars "olha-como-eu-sou-fodão-e-meus-cortes-de-câmera-tremida-são-geniais-porque-eu-sou-um-gênio-oras-e-o-cenário-teatral-é-fantástico" Von Trier, que começou a se tornar angustiante após meia hora. Tomados de uma inércia, como se tivéssemos que assistir até o fim pra acreditar, continuamos entretidos na ruindade e chatice, driblando o sono, por mais 2 agonizantes horas, tendo inclusive o desprazer de contemplar a bolsa escrotal de um dos atores, por trás (uma visão literalmente escrota). Eis que chegam os 20 minutos finais e, como disse bem Ju, "a parte onde somos recompensados depois de três horas de malice." O final serve pra redimir todo o cu que foi o filme, é uma grata surpresa e com certeza deve ter levado as platéias de PIMBA's pagadores de boquete pra Dogma 95 a uma reação totalmente diferente da nossa (choro vs. riso);

2 - Fui acompanhar Ju até embaixo (ela mora no outro bloco) e resolvemos passar pelo Playground, uma área que, assim como em meu ex-prédio em Sampa, eu achava se resumir a um espaço aberto com uma churrasqueira. E eu sempre me perguntava o porquê do meu condomínio ser tão caro. Qual não foi o meu espanto ao constatar que eu tinha à minha disposição, há dois meses e meio já, duas piscinas, uma quadra de vôlei, sauna seca e a vapor, mesa de sinuca, salão de festas e uma academia de ginástica!!!! Ah, a churrasqueira também, oras...

Prevejo mais surpresas pros próximos dias... não vou falar senão agoura, mesmo sendo mais wishful thinking...

terça-feira, outubro 28, 2003

O MUNDO PARECE ANIMAÇÃO DE MASSINHA

Sim, eu estou louco. Incrivelmente bêbado. Nem me recordo de há quanto tempo não fico assim. E ao mesmo tempo, perfeitamente lúcido. Lúcido o suficiente pra perceber meus erros de digitação neste post. Lúcido o suficiente pra perceber que meu corpo não responde à minha mente com a mesma velocidade. Eu bebi demais. Culpa da Maldita. Culpa do Lariú, que hoje resolve tocar bem. Culpa do meu estado eu-me-recuso-a-entrar-em-depressão. Culpa da própria culpa do amanhã-tenho-que-trabalhar-eu-devia-estar-dormindo. Como eu consigo numa mesma noite estragar tudo em 3 frases com uma menina obviamente doida por mim, pra em seguida, mais pelo descontrole do que pela intenção, ganhar o jogo novamente pelo desprezo? Mulheres, não se vive com elas, não se pode matá-las. Voltando pra casa e andando dentro de casa e contemplando o mundo ao meu redor, me sinto, literalmente, como num filme de Ray Harryhausen, seja Jasão e os Argonautas ou Fúria de Titãs, mas com tudo muuuuuuuito devagar e minha mente num rompante histérico.

Não vou dormir tão cedo.

E, dois dias em atraso, eu posto a seguinte conclusão do sábado: NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM, beija melhor do que leoninos.

segunda-feira, outubro 27, 2003

Eu amo Tarantino.
Eu amo Tarantino não só por ter feito um dos filmes mais fodas EVER (precisa dizer qual?), mas também por ter ressuscitado, na trilha do novo Kill Bill, Vol. 1 (fantástica!!), um clássico da minha infância (tenho em vinil até hoje):

Don't Let Me Be Misunderstood - Santa Esmeralda

'Cause I'm just a soul whose intentions are good
Oh, Lord, please don't let me be misunderstood


Grooveee!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, outubro 25, 2003

As mulheres têm razão.
Fazer compras é uma ótima terapia anti-depressão.
Ouvindo Love Burns, do BRMC. O primeiro Cd deles importado a 38 na Fnac é um achado.

quarta-feira, outubro 22, 2003

Elliott Smith R.I.P.
Ouvindo Miss Misery.
Apropriado. Bem apropriado.
Ontem, final de tarde, saída do trabalho. Salto do metrô na estação Flamengo. Dirijo-me à Navena, loja de Cd's, na intenção de comprar o novo Cd do Matanza. Na mesma galeria, há uma loja de Cd's usados, com algumas coisas legais. Vou na direção dela e, ao chegar, vejo que não está mais lá. No local, dois coroas, com cerca de 50 e poucos anos, serram madeiras e trabalham juntos, possivelmente reformando a loja. Ambos sorriem juntos e conversam. Desisto e volto à Navena. Não tinha o Cd, então me preparo pra sair. De repente, a confusão começa. Gritaria, as pessoas vêm à porta das lojas da galeria. 10 segundos e surge no corredor o motivo da confusão. Os dois coroas que trabalhavam juntos na loja em reformas estavam se batendo. Não era uma simples discussão, eles estavam brigando violentamente. Um dos dois apanhava sem dó nem piedade. Senti-me muito mal nesta hora. Senti pena do sujeito que apanhava e pena de um modo geral de ambos, pois eram de uma idade onde já deveriam saber melhor. Ao sair, vi o sujeito que apanhou, com a boca toda ensangüentada. Fiquei pior ainda e tive nojo da violência.

Mal sabia eu que, poucas horas mais tarde, constataria que a violência não precisa ser física e, de certa forma, nem verbal.

Eu não acredito mais em Felicidade, no sentido intrínseco da palavra e do que ela significa. Existem apenas momentos felizes e eles sempre passam.

quinta-feira, setembro 25, 2003

SE ESSE BLOG, SE ESSE BLOG FOSSE MEU...

Se esse blog fosse meu realmente, não de um personagem pretensioso e raramente brilhante que criei num devaneio balzaquiano, talvez fosse da seguinte forma que vocês o leriam:

BOTAFOGO, RJ, 24/09/2003

08:00 - Acordo de um sono pesado. Minha barriga dói. Muito. Os resquícios do sono ainda me deixam no efeito "só-mais-dois-minutinhos" do qual, inevitavelmente, demoro bem mais do que dois minutos para sair.

08:10 - Eu sei que preciso trabalhar hoje. Continuo deitado.

08:25 - Levanto, tomo um Buscopan pra tentar aliviar a dor e deito com a cabeça na mesa da cozinha. Volto pra cama.

09:05 - Decido despertar de vez. Dor ou não, empurro meu café goela abaixo. Como minhas roupas sujas se acumularam à espera da minha máquina nova de lavar (mais à espera da minha decisão de comprar uma do que da sua entrega física, na verdade), sou obrigado a lavar algumas cuecas, ou vou ficar sem roupa de baixo.

09:20 - Coloco água no vasinho de margaridas e deixo-o pegar um pouco de sol na beira da janela.

09:35 - Primeiro sinal de que algo deu errado com meu café-da-manhã e a dor não é á toa. Corro pro banheiro e passo mal. Maldita SII ou seja lá o que for!!

INTERLÚDIO EXPLICATIVO: Síndrome do Intestino Irritável (SII) ou O Mal Que Me Assola (não indicado para estômagos fracos)

Sempre tive problemas intestinais. Sempre. Desde quando descobri que sou uma pessoa considerada Ansiosa sofro a influência do stress no meu corpo. Na pele, às vezes. Mas meu intestino é quem recebe quase toda a minha tensão. Tudo bem, sou um cara azarado e já comi muita porcaria na minha vida, por conta das viagens que fazia em época de faculdade para Cultura Inglesa e Aliança Francesa e do meu tempo passado fora de casa. Assim, já contraí três infecções intestinais sérias, duas delas dando seguimento a contaminação por protozoários (giárdias e amebas). Conheço bem o coquetel de remédios que sempre fui obrigado a tomar nestes casos e já sei me prevenir quando surge uma nova ameaça. Secnidazol, Floratil, Buscopan, Cipro, Pedialyte pra hidratar, foda-se meu organismo.

Não preciso explicar o quão desagradável é você sentir tanto a urgência de passar o dia inteiro no banheiro quanto a dor e as cólicas que isso acarreta mais tarde. É uma das piores sensações ever. Em lugares públicos, é um horror. A dieta que sou obrigado a seguir, então, é sofrível. Nada de leite e derivados (qualquer tipo de queijo, exceto ricota), nada de verduras, nada de carne vermelha, nada de frituras, nada de alimentos gordurosos... Basicamente, proteínas de carne branca, carboidratos e fibras solúveis... ou seja, conserta de um lado, piora do outro: meu estômago. É nessas horas de alimentação rica em farinhas e massas que minha gastrite ferve. Sim, porque TODO MUNDO tem gastrite, por que eu não teria? Segundo a endoscopia, Gastrite Discreta Crônica.

Havia tido uma dessas infecções em julho do ano passado. Na época do Reading Festival e de minha viagem, já estava bem, mas ainda tinha que manter a dieta. Quem leu meus posts iniciais lembra-se disso. Demorei pra poder comer uma pizza de novo. De lá pra cá, uma vez ou outra, algo mais pesado me afetava e me deixava mal. Até que, frente ao caos estressante de minha remoção / mudança SP-RJ, mais especificamente no dia 15 de agosto, 4 dias antes do meu aniversário, juntamente com uma dor de dente abismal que me levou a fazer tratamento de canal dias depois, ELA voltou. With a vengeance. Mandei a primeira série de remédios pra dentro. Uma semana depois, ELA continuava a me assolar. Fui ao médico, relembrei com ele meus males passados, contei minha história intestinal e ele deduziu que, uma vez eliminada a hipótese de contaminação, eu tinha algo que se chamava Síndrome do Intestino Irritável. E me deu um remédio caríssimo. Se eu não melhorasse em duas semanas, que retornasse lá.

SII, em resumo, é algo que muita gente tem ou já teve e não sabe. Uma forte irritação do intestino, seguida de prisão de ventre ou diarréia intensa, causada, principalmente, por stress ou situações de extrema ansiedade, podendo ser esporádica ou recorrente. Para pessoas ansiosas como eu, é recorrente. Pode vir e ir embora rapidamente ou ficar por um bom tempo. Isso me cheirou, de cara, a algo que não deveria se dar nome, já que é mais psicossomático do que patológico, mas serve para o médico se safar e não ter que dizer: "Não faço a menor idéia do que você tem".

Eu poderia rir da minha triste sina. Como disse o Gustavo, "Gastrite Discreta? Intestino Irritável? Que interessante... seus órgãos têm personalidade!!" Mas não agüento mais a dor que vem e vai e a insegurança de passar mal na rua ou não.
Retomando...

09:45 - Incrivelmente inseguro com esse backlash, ligo o computador e aguardo pra ver o que mais vai acontecer. Não me atrevo a sair de casa nesse momento.

10:40 - Após quase uma hora de navegação, continuo com a dor, mais branda. Acho que poderei, enfim, trabalhar. O interfone toca. Minha máquina de lavar chegou.

10:55 - Desembrulhada a Brastemp, minha euforia com o brinquedo novo acaba quando percebo que a tomada na parede é diferente do plug da máquina. Droga. Nada de lavar agora. Ligo o ferro de passar.

11:00 - Passo a calça que usarei no trabalho e começo a passar a camisa. Percebo que falta um botão nela.

11:20 - Após um tempão procurando agulha e linha, desisto. Pego outra camisa pra passar.

11:30 - Tomo um banho, me arrumo e vou escrever cartas de desfiliação e mudança de endereço para minhas Associações, em SP e em Brasília, respectivamente.

11:45 - Sento ao computador novamente e elaboro planilhas para meu trabalho de hoje. Esta frase soou mais importante e pomposa do que o trabalho realmente é.

12:30 - Saio de casa, finalmente. Desisto de passar na Voluntários e checar a compra de ingressos para o Festival do Rio. Foda-se, não vou poder ir na maioria dos filmes mesmo, um monte deles já está para aluguel na Cavídeo e outras locadoras de DVD importado em Ipanema e já havia comprado ontem o ingresso para a sessão bombante de Rocky Horror Picture Show no Odeon, sábado à meia-noite.

12:40 - Inseguro, sem saber se vou passar mal ou não, me sentindo fraco e mole, pego o metrô. Dez minutos depois, desço na Cinelândia da mesma forma.

13:05 - Após sacar dinheiro no banco, desço a México em direção ao Aterro. Paro numa lojinha de produtos naturais e, pelo avançado da hora e situação delicada do meu intestino, resolvo não almoçar. Como dois salgados integrais e um guaraná natural. A cada mordida, já imagino a comida batendo no estômago e causando uma reação em cadeia que vai resultar em uma das seguintes ações:

(a) Vou me cagar ali mesmo;
(b) Uma dor excruciante vai se espalhar pelo corpo inteiro e eu vou gritar;
(c) Vou vomitar tudo em cima do balcão e outras pessoas, presenciando a cena, vomitarão em uníssono;
(d) Vou morrer;
(e) Vou me cagar 100 metros mais pra frente.

13:30 - Tendo mastigado tudo beeem devagar, pago minha conta e, com medo de encarar o dia ensolarado que se mostrava à minha frente, respiro fundo, dou um passo da loja pra calçada e... de repente, me sinto bem. Muito bem. Não, a dor ainda existe, mas é um fantasma pouco incômodo. Mas a fraqueza sumiu, a sensação ruim evanesceu e eu percebo naquela hora que a comida iria permanecer no meu estômago por um bom tempo.

13:35 - Posto as cartinhas, tiro xerox das planilhas e rumo em direção ao viaduto que atravessa o Aterro, desembocando no MAM. Dirijo-me calma e serenamente ao prédio da Varig, atrás do Santos Dumont, onde farei serviços até o mês que vem.

13:50 - Saio de frente à orla, por trás do MAM e do Boqueirão, e me encanto com a vista esplendorosa da Baía de Guanabara, plena e sem cortes. Juro que na semana passada, quando peguei aquele caminho pela primeira vez, quase tive um infarto ao me deparar com esta vista, de cuja existência eu permanecia ignorante, em 31 anos de vida. Nunca a Baía esteve tão perto, as ondas batendo nas rochas, os pescadores descalços nas pedras, a ciclovia e uns quiosques beirando o mar. Qualquer um deveria, pelo menos uma vez, fazer este percurso. Sim, definitivamente, eu me sinto bem agora.

14:02 - Entro no prédio da Varig. Trabalho. Não vou dar detalhes, é confidencial mesmo. Mas meu instinto sádico se regojiza a cada segundo decorrido.

17:15 - Termino o que tenho pra fazer hoje e saio. Faço o mesmo caminho pra voltar ao metrô.

17:42 - Resolvo fazer compras. Quero estrear minha máquina de lavar logo. Vou comer algo no Rei do Mate. Mate com cupuaçu. Adoro.

18:05 - Jogo na Mega-Sena. Não vai ter concurso hoje, só no sábado. Número 500, é especial, parece. Não adianta, sou viciado em jogos lotéricos. Jogo na Sena há quase 10 anos. Já fiz 4 quadras, somente, até hoje.

18:15 - O cara da loja de material elétrico me aconselha a trocar o miolo de minha tomada e não usar adaptador. Colocar também um fio-terra, porque a máquina de lavar puxa muita energia. Droga. Estréia mais uma vez adiada.

18:20 - Compras no supermercado. Derrubo um pouco de água sanitária na minha calça. pego correndo uma garrafa de água mineral, abro e jogo em cima. No meio do supermercado. Um funcionário olha de longe. Obviamente, tenho que comprar a água mineral.

18:45 - Chego em casa, vou ler a Rock Press deste mês (Raveonettes na capa).

20:10 - Volto à maldição da Internet. Coluna do Lúcio não saiu, posto no fórum do volume One, converso no icq, leio blogs das pessoas, leio o jornal online. Nesse meio-termo, faço comida de doente (pelo menos dá pra comer batata assada, viciei nessa porra) e tento ler a Veja enquanto baixo uns vídeos. Merda de E-Mule. Passo mais de uma hora pesquisando filmes em Divx pra baixar. Esqueço que os inéditos que tenho aqui (American Pie 3, Counter-Strike, Tomb Raider 2) ainda não foram assistidos. Preciso parar de adquirir as coisas só pra tê-las. Por isso há mais de 200 revistas não lidas e embrulhadas na minha sala, mais de 15 livros pra ler e vídeos pra ver. Ansioso é isso aí...

23:40 - Tomo outro banho e permaneço de cueca sentado ao computador, terminando de escrever este post gigantesco.


BOTAFOGO, RJ, 25/09/2003.


00:35 - Chega, vou dormir. A privação de cafeína durante o dia (só tomei um pouco de manhã) está me derrubando. Preciso capotar. Tchau.



maldito blogger...

terça-feira, setembro 09, 2003

A LIGA EXTRAORDINÁRIA



Ok, antes de dar minha opinião sobre esse filme, é preciso saber a quem ela será dirigida. Vão assisti-lo, basicamente, 3 grupos de pessoas:

- Os que leram a magnífica obra em quadrinhos do mestre Alan Moore e Kevin O'Neill (lançada no Brasil em 3 volumes) e aguardavam ansiosos por esta adaptação para a telona;

- Os que não leram a obra, mas gostam de quadrinhos e acham o Alan Moore (Watchmen, Do Inferno, A Piada Mortal, V de Vingança) um cara que sabe das coisas.

- Os que não fazem a mínima idéia do que eu estou falando.

Se você faz parte deste último grupo, pare de ler agora e pode ir ao cinema sem problema. Você vai, pelo menos, se divertir com um filmeco típico de Sessão da Tarde.

Se você pertence ao segundo grupo, assista ao filme com cautelas. Também pode parar de ler por aqui, mas leia os quadrinhos depois e vai perceber o que aconteceu. Você pode até se divertir, mas só antes de ler.

Agora, se você, assim como eu e uma porrada de gente que conheço, faz parte do primeiro grupo, leve 2 dúzias de ovos pro cinema, quebre a porra toda e peça o ingresso de volta. Ou nem vá. Porque este filme, diante das minhas expectativas, é uma grande merda!!!! E leia a seguir pra não dizer que não avisei.

A obra de Alan Moore é completamente esquecida em quase a sua totalidade. Dos fantásticos quadrinhos, só sobraram os heróis principais, o vilão e a idéia de reunir personagens da literatura mundial num super-grupo para combater um inimigo misterioso da Coroa Inglesa. Nada de cavorita, nada de armas aéreas infalíveis, nada de chineses invocados ou batalhas navais. A envolvente estória criada por Moore, que já possuía tudo para ser diretamente adaptada para o cinema, tal a agilidade cenográfica que ela possuía, deu lugar a uma trama ridícula sobre armas avançadas, alemães e clonagem das particularidades dos integrantes da Liga para criar um exército.

O Allan Quartermain (As Minas do Rei Salomão) nada mais é do que Sean Connery fazendo o mesmo papel de sempre, sem a decadência e o vício em láudano que o degradavam nos quadrinhos. Mina Harker (Drácula), que só dava pistas nos quadrinhos de sua condição de vítima do Vampiro-mor (condição esta que não chegou a ser revelada), no filme, é uma vampirona explícita e sanguinolenta e mal-interpretada pela caricata Peta Wilson (a Nikita da TV). Hawley Griffin, o Homem Invisível de H.G. Wells, não aparece aqui. Provavelmente, faltou dinheiro para os direitos autorais. No seu lugar transparente, um tal de Rodney Skinner, que é bonzinho, enquanto, na revista, o personagem era um pedófilo, assassino e estuprador. Dr.Jekyll ( O Médico e o Monstro) não é, no filme, metade do indivíduo esquálido e medroso que vemos na obra, enquanto Mr. Hyde também não é metade do selvagem ali presente. O único corretamente transposto é o Capitão Nemo (20.000 Léguas Submarinas), tão soturno quanto nos quadrinhos (porém, não tão amigo da Rainha como se mostra). O Nautillus, seu barco, entretanto, está completamente irreconhecível!! Ainda inserem, de quebra, mais dois "nada-a-ver" nessa Liga, o Dorian Gray do retrato que envelhece e o Tom Sawyer (o primeiro nome nem é mencionado..oops, faltou grana de novo), que mais parece um surfista com sotaque caipira.

Os quadrinhos vinham com tudo pronto e, apesar do grande apuro visual que continham, o que demandaria zilhões hollywoodianos para adaptá-los com fidelidade e redução da carnificina ali desenhada, possibilitavam pequenas adaptações, plenamente aceitáveis. E o pior, enquanto Moore não subestimava a inteligência de seus leitores, que já deviam conhecer previamente os personagens, aqui, neste filme, a origem de cada um deles é, ao longo de sua duração, minuciosamente explicada, o que dá a entender que este é um filme pra burros (League For Dummies).

Foda-se mil vezes quem realizou esta bosta!!!!! E parem de adaptar Alan Moore!! Do Inferno já foi um lixo, não quero nem ver o que será dos Watchmen!!!

FREDDY VS. JASON



Ao contrário da Liga..., não acredito que exista alguém que não conheça os Srs. Freddy Krueger e Jason Vorhees. Ícones do cinema slasher, são trash desde o nascimento, desde quando tentavam ser sérios até quando começaram a se ironizar, nos filmes mais recentes. Obviamente, quando você sabe que um filme desses vai ser colocado em prática, não se pode mesmo esperar nada mais do que podreira pura.

E, surpresa, surpresa, o resultado final se mostra mais divertido do que se tinha idéia!!

O enredo, por mais clichê que pareça, tratando-se deste gênero, não é tão absurdo assim e funciona bem. Basicamente, Freddy está fraco demais e não pode retornar aos sonhos dos habitantes de sua cidade natal porque a polícia apagou qualquer traço de sua existência, fazendo com que ninguém mais tenha medo dele. Para isso, ele encontra com Jason no inferno (hahaha) e ilude o mesmo em seus sonhos eternos, ordenando, na pele de sua mãe, que ele volte ao plano mortal para liqüidar uns adolescentes cheios de hormônios na boa e velha Elm Street, espalhando o medo, que dará força para o retorno de Krueger. Mas Jason não se mostra tão fácil assim de se manipular.

O que se segue é uma série de boas risadas, sangue esguichando, mortes absurdas e até uma revelação (ou lembrança, não me lembro se já foi contada em algum dos Sexta-Feira 13) lá pro final do motivo do seu ódio por teenagers trepando.

Já que o filme não dá medo mesmo, o negócio é pegar o baldão de pipoca e se deleitar!!!




segunda-feira, julho 28, 2003

Só preciso urgentemente dizer, nesse momento, que "Take Them On Your Own", álbum novo do Black Rebel Motorcycle Club, a ser lançado em Agosto, é a coisa mais foda que eu escutei neste ano e duvido que até o final de 2003 saia algo melhor. Fantástico!!!!!!!!!!!!! Sensacional!!!!!!! Alucinante!!!!

quinta-feira, julho 24, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

CAPITULO FINAL::




Ficamos em casa à espera deles. A mapô não tava muito preocupada, porque o relacionamento deles era meio aberto, e tipo, o namorado dela é seguro com sua sexualidade. Ela ainda me contou que, além de ser ex-presidiário, ele andou comendo uma passiva louca, que morava embutida num cubículo, num bloco de cimento, lá na zona sul. A bicha tinha herpes e depois ficou inventando estórias pra fazer chantagem contra ele - queria grana pra se montar, horrorosa.



"Querrida, cheguei!"



"Eu e Ralf temos uma coisa para falar pra vocês - NÓS VAMOS NOS CASAR!!"



A mapô não aguentou a pressão da notícia, ficou bege e desmaiou.



"Eu não te disse que ia ser o bafão?"



"Querrida, não fique assim! (...) Sabe, eu nunca te olhei nesse ângulo, nem nunca imaginei esse momento... você é lindona! ME BEIJA!"



"Noffa! As mapô tão se pegando!"



"Rudy, fico feliz por você. Eu apoio o seu casamento com o bam bam bam junkie - ele é gostoso, e eu já sabia que você gostava de tomar no cuzinho desde o dia que você pediu pra passar a língua lá e pôr o dedinho..."



Convidamos a Regininha para ser madrinha.



E se casaram...



"Eu te amo!"

"Eu te mamo!"




Casório



E foram de lua de mel para a praia...
...E viveram felizes para sempre.



F I M !


E eu só volto a escrever neste blog quando me mudar.... aguardem notícias... minha remoção está estourando por aí...

terça-feira, julho 15, 2003

Só pra saudar a vinda ao mundo da mais nova roqueira: Catarina Averbuck, filha dos meus camaradas Marcelo e Clarah... Eu avisei que iria ser menina, vcs não acreditaram... PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!
E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

8° Capítulo:



Essa buat tá O BAFO.



"Vai logo, bi.. cheira logo essa merda, porque você tá dando a maior bandeira".



"Eu queria te dizer que amei a noite de ontem".

"Quer ir lá fora dar pra mim?"



"ai, ui... vai com jeitinho, porque eu nunca dei."

(fazendo a linha)

S A N T A ! ! !




"Querrida, nossos ocós sumiraaaam! o meu também não dormiu em casa."



Depois da buat, fomos pra sauna. Não sei se foi bandeira, porque tinha umas pessoas conhecidas lá, mas foda-se. Tô cansado dessas bichinhas zona norte falidas, que não fazem porra nenhuma na vida e só querem gongar os outros - tipo assim, quem são vocês, né? Grupinho de urubu, que acha que noite é fama, e se sentem AS `TOPS` MODERNIDADE.



"Alguém quer dar um cheirinho de cola?"
Entao fumamos um feito com uma página de bíblia evangélica, já que não tinhamos seda. Já reparou que elas tem a textura perfeita? Parece Smooke!

terça-feira, julho 08, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

7° Capítulo:



Nossa, gente! O que é a mansão daquela mapô bam, bam, bam da noite que a gente conheceu no Sweet? E o bofe dela? Um luxo!

"Ele é ex-presi..."

"Presidente?"

"Não, presidiário..."

Faz uma linha total pirata - barbado junkie, argolas... tem até um gancho no lugar da mão - se picou errado, deu merda, e teve que amputar E foi o bafão!




Esse bofe novo é um gostoso!
Em duas palavras: pisca-pisca!
E no auge, vou fazer bu-ni-ta!
E arrasou!




Depois fomos pra buat e encontrei a Regininha:

"Querridaaa, você ficou óóóótema loira!"

"Opricata, honey!" (travadona)




"Noffa! A senhora também tá loira? Que isso? Liquidação de Koleston?"



No fim da noite, voltamos pra mansão - arrastei a Regininha comigo, claaaaaaro, porque tava rolando um bofe sozinho, amigo da mapô, e como ela não tava dando pra ninguém ultimamente, servi! Formamos 3 casais bizééérrimos! E a modernidade pairou sobre nós...



"Vem aqui comigo. Quero te mostrar um negócio..."



"Noffa! Eles tão se pegando! Abafa! E foi o bafão!"

sábado, julho 05, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

6° Capítulo:



No fim de semana, me joguei num clubezinho house fino com o meu ocó, em Londres, e foi ma-ra-vi-lho-so, bi. Cá entre nós: kuendamos o bilhete de 100 EURO na Internet. E pra completar, conhecemos uma mapô modernidade, e gotas de luxo caíram do céu!



Fui pra uma festinha de trance, dar close na playboyzada, e encontrei Angélica - nossa gafanhota de chill out profissional favorita. Nós gongamos pencas a prostituta e a ex-porteira falida. Aliás, essa última se entupiu de K e ficou tendo convulsões no canto da pista... coitada.
Angélica disse que voltará a los xeirouts muy pronto y "perfumada".




Nossa! A mapô é tuido, super muderna, hypada... branquíssima, nunca sai de casa. Tem um Gucci, e pulserinhas. Amei! Ficamos amigonas!

"Você já experimentou enfiar qualquer coisa na buceta?"



Depois do bafão da elza no Gucci da baiana clubber, fiquei banida na buat e não pude passar os meus lances. Em resumo: não tive dinheiro pra kuendar a pastilha, larguei meu bofe na pista, e dei mei cu atrás da árvore, por 15 EUROS. E no auge, comprei duas por 7 e meio, e todo mundo fez a linha.
Assim é que é - profissional!




"Vamos dar um tiro, cara?"



R-"Aonde você foi, amor?"

P-"Fui retocar o make up, honey!"


Dicionário de Bichonês



BYRON PARKER IS EVERYWHERE

Mais Um

quarta-feira, julho 02, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

5° Capítulo:



Baile



"FI-LHAA DA PU-TAAAAAAAAAAAA... DEVOLVE O MEU GUCCI"
Pavel, a ex-prostituta do leste, deu a Elza no Gucci do Xana, e foi o bafão.




Regininha: "É isso aí, corta a cara dela todaaa!!!"



Ralf: "Very funny! Adoro ver 2 bichinhas afetadas se pegando na porrada por causa do Gucci parcelado." !



Cheirar, cheirar, cheirar



E fiquei turva!



Será que eu não posso nem cagar em paz?
Essa bicha fracassada não tem pó, e só quer cheirar dos outros.
Desakuenda, baiana clubber. Vai passar café!




Depois de tudo, eu puxei o saco do door da buat e ele não vai mais deixar a ex-prostituta entrar.



Bafão



Resolveram expulsar meu ex da buat, só porque ele "pegou por engano" o Gucci do Xana - nada a ver. Fomos pra sauna curtir e beber vodka. O que será do pobrezinho amanhã? Vai rolar uma festa de trance, mas ele não conseguiu vender tudo hoje, ainda rolou bafão...

quarta-feira, junho 25, 2003

E A MODERNIDADE PAIROU SOBRE NÓS...

4° Capítulo:



Encontrei a Regininha na porta do banheiro - ainda bem, porque ela me emprestou um gileton pra cortar o pó. A gente cheirou, brindou, se chupou... ela me contou que a gafanhota Angélica voltou a aparecer na noite dizendo que tinha ido pra Londres, mas na verdade ela teve foi uma diarréia crônica e teve que ficar em casa se cagando.



Voltei pra pista totalmente caruda - meu maxilar não se mexia. Comecei a ter uma bad trip total, do tipo O QUE É QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI? Um bando de bicha bule e prostituta kuendando o meu ocó só porque ele é o bam bam bam ixtaile da noite. Mas o som tava ótimo, e eu não conseguia tomar uma atitude - não me movia, só as minhas pernas é que tremiam, coçavam, sei lá... picavam! Eu parecia uma pata de borracha, bicuda e com olhos grandes. Meu namorado, então, tava a anos-luz de mim, totalmente travadão, contorcendo o rosto todo.



Resolvi pegar meu macho e ir pra casa, tomar um banho de banheira beeeem quente, com champagne e mais pó, e trepar ligadona.
Eu adoro trepar ligadona - é tudo! Experimenta fazer a linha em cima do pau do bofe, cheirar, chupar e tintin. É a modernidade, fofy.




O Pavel é tuido de bom - totalmente pop com as baboo. Convidamos a bicha e o Xana pra fazer uma surubinha lá em casa, depois da buat, e vai ser ma-ra-vi-lho-so! Eu sempre tive vontade de comer o Xana - ele é tão fashion, atualizado e corpudo. Tudo o que eu preciso pra ser feliz!



Já imaginou?



Fui com o meu ocó + a regininha na festa de reabertura da buat. Foi muito bafinho, bi.



Cheguei na buat e nem precisei chorar pra entrar. Eu e o door man somos super amigos - já cheiramos várias vezes juntas, e pegação também.
Tipo assim, beesha, todo mundo na noite me conhece, sabe? Tipo assim, nem sei quem tá na porta, empurro todo mundo e já vou entrando, e tipo assim, todo mundo me xoxa, honey, mas eu nem ligo, porque o importante é que todo mundo me dá padê pra saír na coluna no dia seguinte!
Mas eu só fui ali essa noite, pra encontrar com o Xana. Meu ex comeu, gostou... e eu sou uma bichinha TOP, não posso deixar ele assim... ele ainda é meu.
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